O diretório estadual do PSDB deve reunir-se amanhã para definir o pré-candidato ao governo do Estado que terá o apoio da direção do partido. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o senador Alvaro Dias disputam a indicação. É a terceira vez que os tucanos tentam fechar questão sobre o candidato. Desta vez, o presidente estadual do partido, deputado Valdir Rossoni, promete uma definição. Em 18 de janeiro, a cúpula tucana realizou uma reunião de executiva para tratar da candidatura. Apesar de Rossoni querer sair do encontro com o nome definido, o partido decidiu convocar uma reunião de diretório (mais ampla) para eleger o nome.

Marcada para o último dia 8, a reunião acabou não ocorrendo por interferência do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que buscava um entendimento entre Alvaro e Beto para evitar a disputa interna. Rossoni então adiou a reunião por 15 dias, prazo dado para esse entendimento. “Mas não avançou nada. Quem ficou encarregado dessa conversa foi o diretório nacional e, até o presente momento, não recebemos nenhuma informação sobre qualquer entendimento. Único entendimento é que amanhã vamos tomar a decisão”, disse o deputado.

A reunião, marcada para as 10 horas, no Hotel Bourbon, em Curitiba, também foi ameaçada. Um delegado de Ponta Grossa, ligado a Alvaro Dias questionou na justiça a realização do encontro, mas teve pedido de suspensão indeferido. Rossoni lembrou que a reunião não tem caráter definitivo (o que só pode ocorrer em convenção, marcada para junho), mas que definirá a posição do partido. “Ela é tão decisiva quanto é para os outros partidos. O PT acaba de lançar a Dilma candidata, o que vamos fazer é exatamente o mesmo. Com a diferença de que como temos dois excelentes candidatos e só com o voto é que podemos decidir. Vai ser um dia em que o PSDB poderá se manifestar, como todos os partidos têm se manifestado”.

O presidente tucano reconhece que o candidato preterido na reunião poderá manter o plano de candidatura e levar seu nome à convenção, mas lembra que a partir do momento em que tiver uma decisão do diretório, é para o candidato escolhido que o PSDB trabalhará. “Qualquer filiado pode levar a disputa para a convenção de junho. Se um petista achar que pode ser candidato a presidente, também pode enfrentar a Dilma na convenção. Porém, a partir de segunda-feira teremos um único candidato para buscar as alianças e traçar as estratégias de campanha e as composições que precisamos”.