O futuro líder do governo eleito, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), acusou ontem o governador Orlando Pessuti (PMDB) de aumentar o número de nomeações de servidores para cargos em comissão neste final de mandato.

O deputado tucano disse ter ficado surpreso com os número de 835 funcionários contratados entre 1 de abril e 11 de novembro. No cálculo da diferença entre nomeações e exonerações, o futuro líder do governo Beto Richa (PSDB) descobriu que apenas 189 servidores deixaram o governo.

O saldo total foi de 646 servidores a mais ocupando cargos de confiança no Estado durante o início da gestão de Pessuti, em abril, até agora. “O que faz um funcionário contratado para trabalhar apenas dois, três meses? A não ser que sejam mantidos pelo próximo governo, o que não acredito, pois são cargos em confiança, apenas aumentam as despesas e o buraco da dívida que este governo está deixando”, atacou o deputado.

Traiano também reclamou que os novos funcionários contribuem para aumentar as despesas com pessoal, já que terão direito a férias proporcionais e décimo terceiro salário.

“O governador está dando presente de Natal com o dinheiro da população”, criticou Traiano. Ele observou que as novas contratações superam, e muito, as dispensas. Em outubro, por exemplo, foram 69 nomeações, contra 11 exonerações, comparou. Em novembro, até o dia 11, Pessuti contratou catorze funcionários e exonerou dois.

Rotina

Conforme informações da Casa Civil, uma parte dos novos servidores foram contratados para os hospitais que foram construídos no ano passado e inaugurados este ano.

Outras contratações foram de servidores para a Polícia Civil, informou a assessoria do secretário da Casa Civil, Ney Caldas. O governador Orlando Pessuti disse que o movimento de entrada e saída de servidores fazem parte da rotina da administração pública.

E que até o dia 31 de dezembro irá continuar assinando nomeações e exonerações, já que há rotatividade de funcionários em todos os setores. Mas o governador eleito Beto Richa não precisa se preocupar, avisou. “No dia 1.º de janeiro, todos os cargos de confiança estarão exonerados para que ele possa escolher sua equipe”, disse.

De acordo com o governador, em média cinquenta servidores por semana são remanejados de um órgão para outro, assim como também é comum os secretários pedirem a transferência de auxiliares. Até o dia 31, nenhum cargo pode ficar desocupado, afirmou o governador.

“Na administração pública, nós precisamos que todos os cargos estejam preenchidos no final do ano para fechar o exercício. Se sai um diretor geral de uma pasta, tenho que nomear outro em seguida. Nem que seja no dia 30”, afirmou.