O programa de governo de Dilma Rousseff na área ambiental tentará contrapor o discurso ambientalista da ex-ministra Marina Silva. Vai destacar que na atual gestão foram registrados os índices mais baixos de desmatamento na Amazônia Legal e que a implementação do novo Código Florestal viabilizará o maior programa de reflorestamento do mundo.

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Além disso, trará a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) segundo a qual o desmatamento nos noves Estados da Amazônia Legal têm caído ano a ano, atingindo os mais baixos números no atual governo. Com o quadro, os petistas pretendem argumentar que mesmo após a saída de Marina da pasta, a curva de desmatamento continuou numa trajetória decrescente e chegou a 4.571 km? desmatados em 2012. Apesar do aumento esperado para 2013 (cerca de 5,8 mil km?), o programa vai ressaltar que no último ano de Marina o desmatamento foi de 12.911 quilômetros quadrados e que os mais baixos números ocorreram com o sucessor de Marina, Carlos Minc.

Dentre as promessas, estarão a criação de um programa contra o desmatamento no Cerrado semelhante ao que existe hoje para a região amazônica, com monitoramento anual. Também há um trecho que defende a adoção de políticas que evitem situações de crise hídrica. Governado pelo PSDB, o Estado de São Paulo convive hoje com problemas de abastecimento de água.

‘Retrocesso’

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Um dos mais próximos aliados de Marina, o biólogo João Paulo Capobiano afirma no entanto que, se a presidente Dilma tentar apresentar resultados positivos no tema, “é obrigação de todos mostrar que o que ocorreu foi o contrário”. Segundo ele, ela não manteve o ritmo de queda do desmatamento, não criou “praticamente nada” em novas unidades de conservação e tampouco avançou em relação à legislação. E destaca que a curva decrescente no desflorestamento na Amazônia só foi possível a partir de um programa implementado por Marina.

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