Agência Estado

O futuro da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada num vídeo recebendo dinheiro do esquema de corrupção do Distrito Federal, começa a ser definido nos campos político e jurídico.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira, por meio de sua assessoria, que pretende requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar a deputada.

O PSOL, por sua vez, promete pedir até sexta-feira que a Câmara apure o envolvimento de Jaqueline Roriz, filha do ex-governador do DF Joaquim Roriz, com o escândalo que ficou conhecido como “mensalão do DEM”.

O corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), anunciou, durante o feriado de carnaval, que adotará uma postura “rigorosa” em relação ao vídeo que complicou a situação de Jaqueline. O pedido do PSOL para investigar a parlamentar deve ser entregue à Corregedoria da Câmara, órgão responsável por apurar supostas condutas ilícitas dos deputados.

O vídeo, divulgado com exclusividade pelo portal estadão.com.br na última sexta-feira, mostra Jaqueline Roriz e o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF. Durval foi o delator do esquema de corrupção na capital federal

Até hoje, a deputada se manteve em silêncio sobre o caso. Por meio de sua assessoria, ela disse que não havia tomado conhecimento do vídeo e que seu advogado divulgaria uma nota oficial depois do Carnaval.

Na gravação, o casal reclama com Durval do valor, supostamente abaixo do combinado. Segundo as investigações, ela teria recebido, naquele encontro, R$ 50 mil do delator. O vídeo foi feito em 2006, durante a campanha eleitoral. Jaqueline era candidata a deputada distrital. Foi eleita e, quatro anos depois, conseguiu eleger-se deputada federal.

PROCURADORIA LOCAL

Enquanto o procurador-geral da República sinaliza que vai ao STF pedir inquérito no âmbito criminal, o Ministério Público do Distrito Federal quer abrir uma ação por improbidade administrativa, que pode tramitar na primeira instância.

O “mensalão do DEM” foi desmantelado em novembro de 2009 pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e acabou derrubando o então governador José Roberto Arruda. Jaqueline sempre negou ligação com o esquema.

08/03/2011 17:37 – NG/PO/VÍDEO/JAQUELINE RORIZ/STF

Procurador vai ao Supremo contra Jaqueline Roriz

Por Leandro Colon

Brasília, 08 (AE) – O futuro da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada num vídeo recebendo dinheiro do esquema de corrupção do Distrito Federal, começa a ser definido nos campos político e jurídico. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou hoje, por meio de sua assessoria, que pretende requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar a deputada. O PSOL, por sua vez, promete pedir até sexta-feira que a Câmara apure o envolvimento de Jaqueline Roriz, filha do ex-governador do DF Joaquim Roriz, com o escândalo que ficou conhecido como “mensalão do DEM”.

O corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), anunciou, durante o feriado de carnaval, que adotará uma postura “rigorosa” em relação ao vídeo que complicou a situação de Jaqueline. O pedido do PSOL para investigar a parlamentar deve ser entregue à Corregedoria da Câmara, órgão responsável por apurar supostas condutas ilícitas dos deputados.

O vídeo, divulgado com exclusividade pelo portal estadão.com.br na última sexta-feira, mostra Jaqueline Roriz e o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF. Durval foi o delator do esquema de corrupção na capital federal

Até hoje, a deputada se manteve em silêncio sobre o caso. Por meio de sua assessoria, ela disse que não havia tomado conhecimento do vídeo e que seu advogado divulgaria uma nota oficial depois do Carnaval.

Na gravação, o casal reclama com Durval do valor, supostamente abaixo do combinado. Segundo as investigações, ela teria recebido, naquele encontro, R$ 50 mil do delator. O vídeo foi feito em 2006, durante a campanha eleitoral. Jaqueline era candidata a deputada distrital. Foi eleita e, quatro anos depois, conseguiu eleger-se deputada federal.

PROCURADORIA LOCAL – Enquanto o procurador-geral da República sinaliza que vai ao STF pedir inquérito no âmbito criminal, o Ministério Público do Distrito Federal quer abrir uma ação por improbidade administrativa, que pode tramitar na primeira instância.

O “mensalão do DEM” foi desmantelado em novembro de 2009 pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e acabou derrubando o então governador José Roberto Arruda. Jaqueline sempre negou ligação com o esquema.