A deflagração da Operação Integração, que investiga suspeitas de corrupção que envolvem a concessão de rodovias federais no Paraná, é um indicativo de que a privatização não necessariamente leva ao fim da corrupção, afirmou nesta quinta-feira, 22, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra o grupo responsável pela Lava Jato no Estado.

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“Estamos tentado aprofundar uma investigação das reais causas pelas quais os usuários no Estado do Paraná pagam um preço tão elevado por um serviço público”, afirmou, em Curitiba. A 48ª etapa da Lava Jato, continuou, “também é um indicativo claro de que privatizações não levam ao fim da corrupção. Podem haver indicativos sérios de pagamentos e desvios que chegam a funcionários públicos”, disse.

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Deflagrada nesta quinta-feira, a 48ª fase da Lava Jato suspeita que o superfaturamento no valor de obras realizadas e os contratos fictícios lançados na contabilidade pelas concessionárias de rodovias federais do Anel da Integração servia para render recursos para pagamentos de propinas a agentes públicos dos Departamentos Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná e da Casa Civil do governo do Estado. Esses desvios, dizem os procuradores, podem ter elevado o preço da tarifa em até quatro vezes o valor do pedágio.

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“A operação é uma tentativa de investigar uma ferida aberta no Estado do Paraná e suas justificativas. Não estamos falando de desvios dos cofres públicos, mas de cada usuário que foi impactado”, declarou.