O ex-presidente Aldo de Almeida
Júnior foi preso ontem.

A Polícia Federal prendeu ontem, em Curitiba, um grupo de cinco ex-diretores do Banestado, acusados pelo Ministério Público Federal de envolvimento em operações irregulares de remessa de recursos ao exterior, por meio das chamadas contas CC5.

Foram presos, por determinação da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, o ex-presidente do Banestado, Aldo de Almeida Junior, e os ex-diretores do banco José Luiz Boldrini, Benedito Barbosa Neto, Luiz Acosta e Carlos Donizeti Spricido. O sexto denunciado, Gabriel Nunes Pires Neto, já está preso desde novembro do ano passado. O Banestado foi vendido ao Banco Itaú, em 2000.

O MPF acusa os ex-diretores de serem os responsáveis pela remessa ilegal de US$ 1,9 bilhão ao exterior, nos anos de 1996 e 1997. Conforme o Ministério Público, a base das operações era a agência do Banestado, em Foz do Iguaçu, onde foram realizadas a maioria das operações. De acordo com o MPF, os acusados podem ser responsabilizados por crime contra o sistema financeiro e formação de quadrilha. O responsável pelas investigações é o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que ontem estava em Brasília.

Nas investigações, o MPF constatou que o esquema consistia na realização de depósitos em contas comuns abertas em nome de “laranjas”, para burlar a fiscalização do Banco Central. No total, as operações foram feitas em 94 contas, informou a assessoria do MPF. Ainda de acordo com os promotores,as operações eram realizadas com o conhecimento da Diretoria de Câmbio do banco, com a qual todos os acusados tinham alguma ligação. O MPF investigou 94 contas, por onde teriam sido movimentados os US$1,9 bilhão.

O primeiro a ser preso, Gabriel Nunes Pires Neto, foi diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado entre novembro de 1997 e janeiro de 1999. Ele foi acusado em várias ações penais.