O presidente Michel Temer descreveu ontem, em café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada, o cenário que prevê na disputa presidencial de 2018.

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Sem citar nomes, disse que candidatos “mais extremados” enfrentarão dificuldades. “Haverá candidatos mais extremados e um candidato de centro. O que as pessoas querem é uma política de resultados. E, quando se fala em política de resultados, o que as pessoas querem é alguém moderado, alguém que saiba compor as várias correntes políticas do País, alguém que não seja guiado por um certo mal-estar”, disse.

“Acho que os que se extremarem, tenho impressão de que terão dificuldade.”

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Apesar da baixa popularidade, Temer disse acreditar que seu governo será um cabo eleitoral “substancioso” na eleição. Ele afirmou ainda que só apoiará o candidato que defender o legado das reformas.

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Temer admitiu que as denúncias de corrupção prejudicaram “muito” o governo e sua popularidade, mas disse que a situação vai mudar até a eleição.

“Seja o (ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles, seja quem for, nós, em março, abril, maio, junho, julho, agosto, que é época eleitoral, o governo estará sendo reconhecido pelo desmascaramento daqueles que se mascararam para urdir o que urdiram (…) Vamos ser eleitores substanciosos.”

Temer quer um candidato único dos partidos que integram a base aliada para defender o legado de seu governo, principalmente na área econômica. Hoje, disputam o posto o ministro da Fazenda e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Ladeado por Meirelles, o presidente disse que aquele que for contra as reformas “não terá o apoio total do eleitorado”. “Evidentemente, não poderá ter o apoio do governo. Se ele está se opondo ao que o governo fez, como é que governo vai apoiá-lo?” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.