O prefeito de Rio Branco do Sul, Amauri Johnson (PPS), deve prestar depoimento hoje, a partir das 9h, na Câmara dos Vereadores, para se defender de uma série de acusações político-administrativas referentes à sua gestão, que podem levar à cassação. Segundo o presidente da Câmara, Araslei Cumin (PSDB), o prefeito é acusado de cometer superfaturamento de obras, contratação irregular de advogados para assessoria jurídica, de transporte escolar, além de fraude de diversos processos de dispensa de licitação.

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De acordo com presidente da Câmara, Johnson já fez uma defesa prévia por escrito, porém a Comissão que conduz o processo não aceitou as explicações e optou pela sua continuidade. As denúncias, disse Cumin, foram encaminhadas à Câmara em outubro. O prefeito não quis se manifestar sobre as denúncias ontem, mas disse estar disposto a se pronunciar após o seu depoimento aos vereadores.

Cassação

Amauri Johnson pode ter o mesmo fim de seu adversário político, Pedro Portes de Barros (PP), que foi eleito prefeito no início do ano para em seguida ser cassado sob a acusação de compra de votos. Em fins de março, quando Johnson tomou posse, manifestantes partidários de Barros fecharam a sede da Câmara e estenderam cartazes de protesto contra a decisão do TRE. Queimaram pneus e utilizaram correntes para impedir a entrada no prédio.

As últimas tensões políticas de Rio Branco do Sul, há menos de um mês, terminaram em confusão. Durante sessão plenária, aconteceu uma briga na Câmara, envolvendo o vereador Pedro Facho (PT), o presidente do diretório do PT do município, Jeferson Castro, o assessor Lori Vaz, do gabinete do parlamentar Aroldo Bonfin (PL), além de outros assessores. Os petistas disseram que foram agredidos. Segundo Cumin, a confusão começou na sessão de 10 de novembro, quando o vereador Aroldo Bonfin teria pedido que Facho dissesse se era a favor ou contra o prefeito. O PPS não elegeu nenhum vereador na cidade e a maioria da Câmara é da oposição.

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