Foto: Ciciro Back/O Estado

Rigotto tenta recuperar terreno.

Na semana que antecede a prévia do PMDB à presidência da República, marcada para o dia 19, os dois pré-candidatos do partido, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e o governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, estarão no Paraná para disputar os votos dos 2.800 convencionais do Estado, que estão divididos entre os dois nomes.

Rigotto vem a Curitiba pela primeira vez nesta campanha, no domingo, dia 12. O candidato gaúcho participa da reinauguração da sede do PMDB, em Curitiba, junto com o governador Roberto Requião e se reúne com integrantes do partido da capital e de vários municípios da região metropolitana. Ele volta ao Estado na quinta-feira, dia 16, quando irá percorrer algumas cidades do interior, como Maringá, Londrina e Cascavel.

Garotinho esteve ontem aqui, para gravar uma entrevista na  TV Educativa, e retorna à cidade na próxima segunda-feira, dia 13. Dessa vez, irá a Londrina, Maringá, Guarapuava, Pato Branco e Cascavel.

Cabos eleitorais

Sem nenhuma manifestação oficial do governador, que prefere ficar neutro com a justificativa de que nenhum dos pré-candidatos apresentou uma proposta de política econômica, o PMDB paranaense é um território a ser conquistado pelos dois pré-candidatos. Rigotto chegou atrasado – ele demorou a se licenciar do governo gaúcho – e tem como seus principais cabos eleitorais no Estado o vice-governador Orlando Pessuti, o vice-presidente estadual do partido, Nereu Moura, e o presidente do diretório estadual, Dobrandino da Silva. No próximo domingo, Dobrandino formaliza sua posição recebendo Rigoto para um encontro com filiados do partido em Foz do Iguaçu.

Moura tem quatro votos na prévia (como deputado estadual, delegado à convenção nacional, delegado à convenção estadual e integrante do diretório estadual) e defende Rigotto por sua história no partido. Um currículo que o deputado não vê em Garotinho, que já teve passagens pelo PDT e PSB nos últimos quatro anos.

Apesar da pontuação maior de Garotinho nas pesquisas de intenções de votos, onde Rigotto não ultrapassa 3%, Moura acredita que o governador gaúcho tem mais chances de crescer durante a campanha do que seu colega carioca.

O vice-presidente peemedebista admite que Rigotto pode estar em desvantagem no Paraná por causa da demora do início dos contatos no Estado. "Eu tentei contato com a campanha dele várias vezes e nem resposta obtive. Somente agora é que eles começaram a trabalhar", criticou Moura, lembrando que Garotinho vem visitando o partido pelo país desde a metade do ano passado.

A campanha de Garotinho no Estado tem a adesão formal do secretário-geral do diretório estadual, Luiz Claudio Romanelli, dos deputados federais Reinhold Stephanes, Hidekazu Takayama, e de alguns deputados estaduais, como Artagão de Mattos Leão Junior.

Moura está levando os dois candidatos ao Sudoeste do Paraná para encontros com os filiados da região. Os dois encontros estão agendados em Pato Branco. Garotinho vai à cidade na segunda-feira, dia 13, e Rigotto na sua segunda visita ao Estado, na quinta-feira, dia 16. Segundo Moura, é necessário que os convencionais do PMDB conheçam as duas propostas para decidir o voto no domingo, dia 18.