O PPS concluiu, ontem, com o julgamento dos recursos no diretório nacional do partido, os processos por infidelidade partidária contra membros e dirigentes da legenda nos municípios paranaenses que tiveram resultados abaixo da meta estabelecida pelo partido nas eleições do ano passado para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, o que, segundo a direção do PPS do Paraná, caracterizou que os diretórios, prefeitos e vereadores do partido trabalharam para candidatos de outras legendas. Ao final do processo, 32 pessoas foram expulsas do partido.

O diretório nacional do PPS avaliou 27 recursos e confirmou 16 expulsões, convertendo outras 10 penas em advertência e uma censura pública. Ao todo, o partido abriu 171 processos contra infiéis. Além das 32 expulsões, foram dadas 69 advertências ou censuras públicas e 70 processos foram arquivados. Entre os expulsos, um é prefeito, Lucas Campanholi, de Xandrê; quatro vice-prefeitos, Valter Alves, de Nova Aliança do Ivaí, Paulo Rodrigues Bessani, de Nova Aurora, João Claudio Guilherme, de Perobal e Ivo Battisti, de Salgado Filho. Os demais são vereadores.

De acordo com o presidente do PPS no Paraná, deputado federal Rubens Bueno, o processo será encerrado a partir da publicação e as consequências são a desfiliação e a notificação ao Tribunal Eleitoral. “O desligamento ocorre por infidelidade partidária e na sequencia vamos pedir o mandato. O número de expulsos é grande, mas o mandato não deve ficar nas mãos de infiéis do ponto de vista da moral e da ética na política”, disse.