O irmão do governador Roberto Requião (PMDB), Eduardo Requião, ainda não tomou posse na Secretaria dos Transportes e nem reassumiu a Superintendência dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Eduardo foi liberado para assumir os cargos no dia 24 de setembro pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, mas não retornou ao governo.

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Nomeado secretário dos Transportes no dia 2 de setembro deste ano, mantendo-se como superintendente da Appa, Eduardo não chegou a assinar o termo de posse devido à ação popular impetrada pelo advogado José Rodrigo Sade.

O juiz da 1.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Jerderson Suzin, acatou os argumentos do advogado José Cid Campêlo Filho, que representa Sade na ação, e anulou o decreto de nomeação, concluindo que Eduardo estava impedido de assumir o cargo pela Súmula Vinculante n.º 13, que proibiu o nepotismo nos três poderes.

O advogado Sérgio Botto de Lacerda recorreu ao STF e Peluso autorizou a posse de Eduardo, em caráter liminar. Mesmo assim, segundo a assessoria do Porto de Paranaguá, Eduardo preferiu aguardar o julgamento do recurso impetrado por Campelo.

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A expectativa é que o recurso seja julgado na sessão do pleno do STF, na próxima quarta-feira, 15. O pleno faz sessões às quartas-feiras e às quintas-feiras, semanalmente.

Campêlo contestou o entendimento de Peluso, que considerou o cargo de secretário como agente político. A súmula estabelece a proibição da contratação de parentes para os cargos de natureza administrativa.

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Como Peluso se manifestou apenas sobre o cargo de secretário de Estado, Campêlo Filho apelou para que o STF expresse também seu entendimento sobre a superintendência da Appa.

Eduardo estaria especialmente interessado neste aspecto, já que este é o cargo que permite a ele permanecer no controle direto da administração do Porto de Paranaguá.

A Appa está vinculada ao Secretário dos Transportes, mas é o superintendente que administra os portos. A assessoria jurídica de Eduardo já se manifestou no processo pedindo a confirmação da liminar.

Por enquanto, a Appa vem sendo dirigida provisoriamente por dois auxiliares de Eduardo: o procurador jurídico do porto, Benedito Nicolau dos Santos Neto, e o diretor administrativo, Daniel Lucio Oliveira de Souza. Já o diretor – geral da Secretaria dos Transportes assumiu interinamente o comando da pasta.

Poder

Nos bastidores, cogita-se a hipótese de Eduardo ter se recusado a assumir a secretaria dos Transportes devido à transferência de parte das atribuições do cargo para Rogério Tizzot, o ex-secretário. Para permitir a nomeação de Eduardo, o governador nomeou Tizzot como secretário especial para Assuntos Rodoviários. Desta forma, Tizzot ficou encarregado do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), esvaziando parte das funções da Secretaria dos Transportes.