Agora não tem mais volta. Como já era previsto, a Câmara de Vereradores de Ponta Grossa votou em segunda discussão o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que aumenta de 15 para 23 o número de parlamentares a partir da próxima legislatura. Os vereadores ignoraram o pedido apresentado por entidades, para que fosse dado mais tempo para debater a proposta.

A criação de oito novas vagas, somadas às despesas com assessores, resultará em um acréscimo superior a R$ 8,4 milhões em quatro anos, segundo estudo.

Com direito a voto errado da vereadora Alina de Almeida César (PMDB), o placar foi de 11 votos contra 4 a favor do projeto.

O projeto foi apresentado em setembro do ano passado pelo suplente João Florenal da Silva (PTN), que propôs a adequação à Emenda Constitucional aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a qual redefiniu a composição das câmaras municipais em todo o País. No caso de Ponta Grossa, estabeleceu-se o número de 23 vereadores ao invés dos 15 atuais. Na primeira votação, foi derrubada uma emenda que propunha a ampliação para 21 cadeiras em 2013 e 23 a partir de 2017.

A matéria não constava da ordem do dia de ontem porque a pauta havia sido elaborada na quarta-feira passada, quando ainda não havia expirado o intervalo de dez dias em relação à primeira votação. A pedido do vereador Edilson Fogaça (PTN), que já havia solicitado a inclusão do projeto na primeira discussão, a segunda votação foi realizada na sessão de ontem.

Alguns vereadores ainda tentaram adiar a votação. “Gostaria que fosse votado na quarta-feira para que não dissessem que nós votamos o projeto às pressas”, disse Márcio Schirlo (PSB), defendendo que a matéria fosse incluída com antecedência na ordem do dia. Além disso, o presidente Maurício Silva (PSB) já havia assumido o compromisso de se reunir com o Conselho de Entidades no início da noite de ontem, para apresentar informações sobre o aumento. Por 10 votos a 4, porém, a proposta foi incluída na pauta.

Na votação da matéria em si, apenas duas mudanças em relação à primeira votação. Uma foi o voto favorável de Alina, que anteriormente havia se posicionado contrária, mas ontem disse ter se equivocado. A segunda foi a presença de Doutor Zeca (PSDB), que não estava presente na primeira votação e ontem votou contrariamente.

Ao final, o placar foi de 11 a 4 pela aprovação do projeto, que segue para sanção do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) ou promulgação do presidente da Câmara, caso extrapole o prazo legal.