Um pedido de impeachment do governador Jaime Lerner (PFL), apresentado por dois funcionários estaduais aposentados, quebrou a rotina na sessão de ontem da Assembléia Legislativa, que foi tomada por uma longa discussão sobre a leitura do documento em plenário. No final, a liderança do governo conduziu a retirada dos seus deputados da sessão, que caiu por falta de quórum.

Assinado pelos aposentados Adão Monteiro do Amaral e Adel Tufic Bueno Ferreira, o pedido de impeachment se sustenta na acusação de que Lerner não respeitou a ordem de pagamentos dos precatórios (dívidas já reconhecidas pela Justiça) do IPE (Instituto de Previdência do Estado), extinto pelo atual governo, e privilegiou familiares de seus ex-colaboradores. O caso citado no documento foi o de Rosi de Oliveira Busatto, irmã do ex-secretário estadual de Segurança, Candido Martins de Oliveira, que teria recebido seu precatório à frente de outros que já estavam programados.

Os aposentados foram representados pelo advogado Carlos Alberto Pereira. Os deputados da oposição queriam que o documento fosse lido em plenário, o que equivaleria – no entendimento da Mesa Executiva – à aceitação do pedido.