Foto: Fábio Alexandre/O Estado

Caíto: ainda é cedo.

Há mais de uma década longe do comando da Assembléia Legislativa, o PMDB está apressando as articulações para garantir a eleição do próximo presidente da Casa, marcada para fevereiro do próximo ano. A bancada começou a conversar ontem sobre a necessidade de unidade na escolha do nome e dentro de uma semana, na próxima terça-feira, dia 14, a executiva estadual do partido reúne os dezessete deputados estaduais eleitos em outubro para definir como irão se conduzir na eleição que já monopoliza as discussões em plenário.

Os veteranos Antônio Anibelli, Caíto Quintana, Nereu Moura (atual 1.º secretário) e Luiz Cláudio Romanelli, que retorna à Assembléia Legislativa, estão na disputa pelo cargo. Para começar a angariar apoios de outras bancadas, os peemedebistas têm que, antes, chegar a um acordo interno. A reunião da próxima semana é o começo de um entendimento.

As bancadas de oposição já avisaram que existe uma boa margem para composição com o partido do governador Roberto Requião (PMDB) para a eleição da mesa executiva, mas desde que o PMDB não se alongue nas discussões internas. ?Se o PMDB tiver uma atitude unitária e rápida, poderá compor. Caso contrário, surgirão outras candidaturas e ficará difícil a composição?, disse o deputado Augustinho Zucchi (PDT). Ainda de acordo com o pedetista, o PMDB elegeu a maior bancada e tem direito de postular o principal cargo da mesa, mas tem que saber negociar. ?Quem ganhou o bolo, tem que saber cortar?, comentou.

Harmonia

O deputado Nereu Moura disse que a primeira etapa da discussão interna já está alinhavada. Os deputados peemedebistas estão se comprometendo a apoiar aquele que for escolhido. E o vitorioso deverá ser aquele que juntar o maior número de apoios internos. ?Há esse consenso. Quem for o candidato, terá o apoio de todos?, disse.

Quintana acha que ainda é cedo para determinar quem tem mais chances de obter o consenso interno e o respaldo externo. ?Não vamos esquecer que a eleição para a mesa da Assembléia é uma coisa que se define no dia. Tem que conversar com a oposição e ver o que a Assembléia pensa?, desconversou o deputado.

Romanelli, que assumirá um mandato depois de duas legislaturas afastado, disse que o PMDB não pode abrir mão da presidência e que tem quadros experientes para o cargo. ?O nome tem que ser fruto de uma discussão interna da bancada com os partidos aliados, no caso, o PT e a parte saudável do PMDB?, afirmou o peemedebista. Para Romanelli, o diálogo tem que ser aberto o mais rápido possível. ?A discussão tem que ser fraterna?, comentou.

Paralelo

Por fora da bancada peemedebista, há um grupo articulando o lançamento da candidatura do deputado Nelson Justus (PFL), que está num partido de oposição, mas participa da base de apoio ao governo. Justus é visto por alguns setores como um nome que poderia fazer a ?ponte? entre governistas e oposição na mesa executiva e teria o apoio do atual presidente da Assembléia e governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB). Mas a julgar pela posição dos peemedebistas, as chances do pefelista ter o apoio da bancada são quase nulas.