O presidente do PMDB do Paraná, deputado estadual Dobrandino da Silva, que apoiou o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno da eleição presidencial, disse ontem que pode rever sua posição se for para ajudar na reeleição do governador licenciado Roberto Requião (PMDB). Ontem, lideranças do PMDB e do PT fizeram declarações individuais de apoio às reeleições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Requião (PMDB), durante uma reunião conjunta dos dois partidos na sede do comitê central de Lula em Curitiba.
Enquanto o vice-governador Orlando Pessuti, o vice-presidente estadual do PMDB, Nereu Moura, o secretário-geral do PMDB estadual Luiz Cláudio Romanelli o deputado estadual eleito Waldyr Pugliesi e o presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos, manifestaram apoio a Lula, o coordenador geral da campanha à reeleição do presidente no Paraná, Jorge Samek, a ex-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann e o deputado estadual Angelo Vanhoni defenderam a reeleição de Requião.
Mas a declaração de apoio que pode formalizar a aliança entre os dois partidos para a sucessão estadual ainda não veio. Requião continua neutro na disputa. O presidente estadual do PT, André Vargas, disse que a formalização do apoio de Requião a Lula é condição básica para o PT definir sua entrada oficial na campanha do governador licenciado. Ou então, pelo menos uma posição oficial do PMDB de apoio a Lula. Manifestações individuais não selam o acordo, afirmou Vargas, acrescentando que essa posição foi definida pela executiva estadual do partido.
Dobrandino afirmou que o partido tem o desejo de fazer o que for necessário para reeleger Requião. ?Vamos discutir. Só não vendemos a alma?, afirmou o presidente do partido no Paraná, acrescentando que a posição do governador é uma decisão pessoal. Para o dirigente peemedebista, é possível recuar do apoio a Alckmin tendo em vista o prejuízo que o PMDB teve com a malfadada tentativa de aliança com o PSDB. ?Nosso apoio era o PSDB. Não saiu a coligação. Nós saímos prejudicados no primeiro turno porque perdemos a chance de ter um candidato ao Senado e perdemos tempo no horário eleitoral. Agora, o prefeito de Curitiba passou para o outro lado. Por tudo isso é que podemos rever posições?, justificou.
Pedido
Gleisi Hoffmann pediu diretamente o apoio de Requião a Lula. Gleisi e Samek foram encarregados pelo partido de mediar a conversa com o governador licenciado e já mantiveram dois encontros com o peemedebista. No anúncio de ontem, Gleisi afirmou que estava devolvendo ao PMDB o apoio que obteve ao Senado. ?A grande parte do PMDB apoiou minha candidatura ao Senado. Fizemos campanha juntos e, agora, vou trabalhar para que o PT esteja com Requião, assim como quero que o governador venha conosco pedir votos para o Lula?, afirmou. Gleisi acredita em um desfecho favorável nas negociações com o governador.
O vice-governador Orlando Pessuti também cobrou a contrapartida petista ao justificar seu apoio a Lula. ?Nesta eleição, mais uma vez estaremos com o presidente Lula, da mesma forma como esperamos que o PT venha junto conosco na campanha do Requião. Com o PT tem sido a nossa história?, destacou.


