Próximo do fim de um ciclo de oito anos de poder no Estado, o governador Roberto Requião e o PMDB do Paraná estão com dificuldades para saber que rumo tomar nas eleições do próximo ano.

O maior partido do Estado aposta que será o fiel da balança na disputa do próximo ano e suas principais lideranças “quebram a cabeça” para decidir em que palanque se encaixar e colher os melhores resultados eleitorais.

Enquanto isso, o vice-governador Orlando Pessuti, está se esforçando para consolidar sua candidatura à sucessão de Requião. A definição da posição em relação à disputa nacional pode determinar a escolha estadual entre a candidatura própria ou o apoio aos candidatos dos demais partidos, ou seja, entre o grupo que está se aglutinando em torno da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo ou se juntar ao palanque do PSDB.

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Pessuti: “Nomes nós temos”.

Os grupos se dividiam entre o apoio às pré-candidaturas da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Mais recentemente, o PMDB passou a considerar também a hipótese de se agregar ao PSB, no palanque do deputado federal (PSB), Ciro Gomes, ou ainda compor com o PV, ao redor da candidatura da senadora Marina Silva.

Pessuti tenta sobreviver entre tantas e tão diferentes opções. De acordo com o vice-governador, atualmente, não há favoritismo de uma alternativa sobre outra. “As mesmas manifestações que tenho visto no partido em relação à candidatura da ministra Dilma, também tenho visto em relação ao Serra, à senadora Marina da Silva e agora, ao deputado Ciro. A minha posição é que devemos avaliar com profundidade e sabedoria esse quadro”, disse o pré-candidato peemedebista. E ele mesmo aponta um quinto caminho: o da candidatura própria.

O vice-governador acha que, antes de bater o martelo, o partido deveria mesmo é se debruçar sobre a alternativa de ter o seu próprio palanque presidencial. “Nomes nós temos. Fui ao Rio Grande do Sul e os deputados do PMDB, lá, perguntaram por que o Requião não se candidata? Nós temos o ministro Hélio Costa, o governador Sérgio Cabral, já estivemos conversando com o Aécio Neves para ele entrar no partido. Enfim, nós temos tempo para achar um nome”, disse Pessuti. “A melhor alternativa para nós é a candidatura própria à presidência da República”, afirmou.

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Requião: fim de um ciclo no PR.

A saída mais previsível, compor com o PT e subir ao palanque da ministra Dilma, começou a perder adeptos. Até mesmo Pessuti abandona seu tom conciliador para fazer o diagnóstico.

“As coisas não andaram do jeito que queríamos. O PT tem sinalizado mais para a candidatura do PDT ao governo”, afirmou. Nesse impasse, alguns descobriram a possibilidade de se aliar ao PSB.

A tese é que Pessuti poderia dar a Ciro Gomes o palanque que ele não tem no Paraná, já que o partido, no Estado, se comprometeu com a candidatura de Beto Richa (PSDB), para herdar a prefeitura da capital.

E suas lideranças já admitem que poderão ter um palanque para a disputa ao governo e outro para a eleição presidencial no Paraná. Alguns peemedebistas, porém, não veem futuro na proposta.

“Imagina se o prefeito vai deixar a prefeitura para deixar o Luciano Ducci no lugar para apoiar o Pessuti… É difícil imaginar”, disse o deputado Alexandre Curi. Porém, os partidários da ideia começam a distribuir adesivos no interior do Estado com a seguinte frase: “Prefiro P,essuti e Ciro”.