Foto: João de Noronha/O Estado
Dobrandino: a Assembléia acertou e errou.

A executiva estadual do PMDB e a bancada do partido na Assembléia Legislativa devem debater em reunião de segunda-feira, dia 10, a derrubada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe o nepotismo nos três poderes no Estado, de autoria de Tadeu Veneri. A discussão sobre a PEC está partindo do secretário-geral do PMDB, Luiz Cláudio Romanelli, que acredita que a PEC de Veneri, além de eleitoreira, tem o claro objetivo de criar constrangimentos para o governo.

Para Romanelli, o que muitos deputados não estão vendo é que a proposta de emenda, que tramita na Assembléia e que já foi aprovada em primeira discussão, pretende emparedar o governo. "O objetivo é tirar da Secretaria de Educação o melhor secretário que o Paraná já teve, que é o Maurício Requião. Se é para votar uma emenda contra o nepotismo, que se vote a proposta do governador Requião, que é mais abrangente". Romanelli diz que o PMDB não pode ter medo de encarar o tema. "precisamos dizer claramente que não aceitamos tentativas de emparedamento", afirma.

O líder do governo na Assembléia, deputado Dobrandino da Silva, disse que outros assuntos devem ser discutidos na reunião, e que a proposta de derrubar a PEC é de Romanelli. Porém, segundo Dobrandino, parece que a emenda foi colocada em votação às pressas para atingir os irmãos do governador. "A Assembléia acertou em querer proibir o nepotismo, mas errou em se antecipar à lei contra o nepotismo que tramita na Câmara Federal", disse.

O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), negou que a PEC seja eleitoreira. "A sociedade é que está exigindo que se acabe com o nepotismo e, como representantes dela, estamos apreciando a emenda", afirmou. Segundo Brandão, a PEC poderia ser colocada em votação na quarta-feira da próxima semana, porém, Brandão explicou que vai ter o cuidado de colocá-la em pauta quando houver quórum para que se possa aprová-la. "Não serei irresponsável de votá-la sem o número mínimo de deputados para aprovação", disse.