Na semana em que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar nova rodada de ministros que vão integrar seu segundo mandato, o PMDB da Câmara dos Deputados promete não atrapalhar a conclusão da votação – marcada para terça-feira, 9 – do projeto que flexibiliza a meta de superávit primário. A bancada aguarda o retorno de seu interlocutor, o vice-presidente Michel Temer (que está em compromisso oficial no México), para aumentar a pressão sobre o Palácio do Planalto e emplacar seus indicados na Esplanada.

O PMDB deve ficar com seis ministérios e os deputados esperam ser consultados em pelo menos duas indicações. A ala do partido no Senado briga pela indicação do líder da bancada, senador Eunício Oliveira (CE), na pasta da Integração Nacional. Como a senadora Kátia Abreu (TO) é vista como alguém da cota pessoal da presidente para assumir a Agricultura, os peemedebistas apostam no nome do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM), e gostariam que ele assumisse Minas e Energia. “O Braga tem a simpatia de todos”, resumiu um parlamentar.

O atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), estará sem mandato a partir do próximo ano e é um dos cotados para assumir a Previdência no lugar de seu primo, o senador Garibaldi Alves (RN). “Previdência não queremos”, avisou um peemedebista graduado na Casa. Na lista de indicações da sigla estão Eliseu Padilha (RS), cotado para turismo, e a permanência de Moreira Franco na pasta da Aviação Civil. Ambos são considerados como nomes de Temer.

Na reta final da composição do novo ministério, os deputados pedirão uma reunião com Temer nos próximos dias. O vice-presidente chegará da Cúpula Ibero-Americana amanhã à noite e tem um compromisso em São Paulo na quarta-feira. “A bancada quer ter o direito de opinar”, disse um deputado. “Não vamos aceitar indicações em nome da bancada que não sejam realmente da bancada”, completou outro peemedebista.