Gustavo: defesa de dinâmica própria do PMDB.

A direção estadual do PMDB reúne na próxima segunda-feira, em Curitiba, os deputados estaduais e federais e o secretário da Casa Civil, Caíto Quintana, para começar a definir a estratégia eleitoral do partido nas eleições municipais do próximo ano.

O presidente estadual do partido, deputado federal Gustavo Fruet, justificou que o PMDB tem que se entrosar com os seus quadros no governo para discutir sua participação nas eleições de 2004. O próximo a ser convidado para uma conversa político-eleitoral pela executiva estadual será o vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti.

“O partido não pode ficar paralisado porque a maior parte dos seus quadros está no governo. O PMDB tem que ter uma dinâmica própria e clareza do seu projeto para o ano que vem. É claro que a preocupação é com a governabilidade, mas o governo cuida da parte administrativa. Um projeto político-eleitoral não se constrói de um dia para o outro”, afirmou o presidente estadual do partido.

Para começo de conversa, Fruet pretende ouvir as lideranças do PMDB sobre o que estão pensando para a disputa das prefeituras nos quatro maiores colégios eleitorais do Estado – Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Nas quatro cidades, segundo Quintana, há alguns nós a desatar. O principal deles é como se comportar em relação ao PT, considerado pelos peemedebistas como seu maior aliado na vitória para o governo no ano passado, mas visto como um potencial concorrente nas eleições do próximo ano.

Em Curitiba, o PT tem fechada a candidatura própria – o favorito é o deputado estadual Angelo Vanhoni – e nas outras três cidades o PT está no controle das prefeituras e com direito à reeleição. O PMDB também trabalha com a perspectiva de lançar o maior número possível de candidatos próprios. “A definição nestas cidades é importante porque dá o tom nas microrregiões”, afirmou Fruet. À exceção de Ponta Grossa, todas têm um segundo turno para facilitar as negociações.

Quintana disse que o partido precisa ir traçando as composições mais viáveis. “Primeiro, vamos discutir como administrar esta questão PMDB e PT. É legítimo que cada um defenda com força suas candidaturas. Depois, a inteligência política vai mostrar qual é o melhor caminho. O importante é que, independente de como ficará no final, o PMDB não vai tratar o PT como adversário. Sempre teremos uma conversa próxima para tentar chegar a um acordo”, afirmou.