Plauto: esperando os recursos
para a reforma agrária.

O líder da bancada do PFL, deputado Plauto Miró Guimarães (PFL), conseguiu ontem vinte e uma assinaturas – três a mais que as dezoito necessárias – para instalar a CPI do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) na Assembléia Legislativa. Guimarães está esperando que vençam os vinte dias do prazo que acertou com o líder do governo na Assembléia Legislativa, Ângelo Vanhoni (PT), para que o governo federal libere mais verbas para a reforma agrária no Paraná.

Vanhoni disse ontem que não tem ainda nenhuma resposta do governo federal. “Nós continuamos gestionando junto ao governo federal. E apostamos na negociação. Mas se quiserem podem fazer a CPI amanhã. Não tenho, pessoalmente, nada contra”, disse o deputado petista. Segundo ele, a liderança não tem nenhuma orientação específica para a bancada governista a respeito do assunto. O partido do líder do governo é contra a abertura da CPI.

O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), foi o 18.º deputado a assinar o requerimento. Os demais apoiadores são, além do autor da proposta: Durval Amaral (PFL), Luiz Accorsi (PSDB), Barbosa Neto (PDT), Luís Fernandes Litro (PSDB), Nelson Garcia (PSDB), Ademar Traiano (PSDB), Elio Rusch (PFL), Luiz Carlos Martins (PSL), Duilio Genari (PP), Nelson Justus (PFL), Mauro Moraes (PSC), Luciano Ducci (PSB), Ratinho Júnior (PPS), Quielse Crisóstomo (PFL), Valdir Rossoni (PSDB), Fernando Carli (PP), Reni Pereira (PSB), Jocelito Canto (PTB), e Francisco Buhrer (PSDB).

Ao anunciar seu apoio à CPI, Brandão afirmou que apoiou a proposta, mas não apenas para investigar a atuação do MST. “Queremos uma informação mais ampla sobre a questão agrária.” Brandão é autor de um requerimento solicitando uma série de informações ao Incra sobre o processo de assentamentos no Estado. Segundo o presidente da Assembléia, se o Incra responder ao pedido de informações, mais de 70% dos temas que poderiam ser abordados pela CPI já estariam contemplados.