O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira, 9, que se criou uma “lenda” ao tentar demonstrar que o governo da presidente da República, Dilma Rousseff, está perdido e que “é natural” que haja recuo em algumas opiniões, principalmente em relação ao problema do déficit orçamentário. “Não tem problema nenhum recuar, pior do que recuar é fazer as coisas sem diálogo”, opinou.

Guimarães não descartou aumento de impostos e disse que o governo não vai cortar investimentos em programas sociais e sim “adequá-los” à realidade do País. Guimarães rebateu ainda as declarações do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que na terça-feira, 8, sinalizou que haveria cortes no programa Minha Casa, Minha Vida. “Não vai ter corte. O que não vai ser feito é iniciar novas obras sem ter terminado as outras” comentou. “O Minha Casa Minha Vida fase 3 será lançado conforme a realidade, mas não é corte porque você não corta aquilo que não foi dito e não foi iniciado”, afirmou.

Segundo Guimarães, o momento do governo é do diálogo e de recolher opiniões. “As opiniões fluem e na hora certa encaminharemos uma proposta compatível com o orçamento”, disse.

O líder do governo afirmou ainda que há “várias possibilidades” para adequar as contas. “Temos várias possibilidades, o ministro (Joaquim) Levy tem uma opinião, tem pessoas que têm outras, o importante é que vamos dialogar”, destacou.

Guimarães negou que sugestões como o retorno de CPMF ou o aumento da alíquota do Imposto de Renda, possibilidades ventiladas recentemente, sejam “balão de ensaio”. “Está todo mundo opinando, qual o mal nisso? Não tem balão de ensaio, a presidente já disse: vamos trabalhar para apresentar saída, ou cortando ou acrescentando receitas”, afirmou.