A Procuradoria-Geral da República pediu a abertura de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), suspeito de ligação com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato. Os casos foram encaminhados ao ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações da Lava Jato na Corte.

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Os dois inquéritos estão em segredo de justiça no STF, mas as peças foram cadastradas com os assuntos “crimes da lei de licitações”, “crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral, peculato” e “crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores”.

Em julho, a Justiça Federal do Paraná encaminhou para o Supremo documentos com indícios da relação do doleiro com Argôlo e também com o senador Fernando Collor. Zavascki, então, encaminhou os dados à PGR. Os inquéritos para investigar Argôlo foram autuados no STF nesta quarta-feira (3) e distribuídos hoje ao ministro relator da Lava Jato.

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Caberá a Teori Zavaski autorizar a continuidade das investigações, com a abertura do inquérito. Argôlo responde também a processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar devido à relação com Youssef. O deputado é acusado de receber dinheiro e favores do doleiro. Em outubro, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou relatório recomendando a cassação do deputado.

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