A Procuradoria-Geral Eleitoral protocolou no final da tarde desta sexta-feira, 12, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) novo pedido para suspender imediatamente a campanha eleitoral do ex-governador José Roberto Arruda, que pretende voltar ao comando do governo do Distrito Federal.

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No último dia 28, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia realizado o pedido, mas o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, negou a solicitação ao alegar que ainda restava prazo de manifestação do candidato em recurso que tramitava no tribunal.

Com a decisão da noite de quinta-feira, 11, em que o TSE finalizou o julgamento do recurso de Arruda e confirmou a decisão de negar o registro de candidatura, a procuradoria voltou ao TSE para pedir comunicação imediata da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral do DF para impedir os atos de campanha do ex-governador.

Na solicitação, dirigida ao presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o vice-procurador-geral eleitoral aponta que o registro de candidatura de Arruda foi indeferido “definitivamente” e que não cabem mais recursos à Justiça eleitoral. Ele aponta ainda que a condenação por improbidade administrativa, que gerou a inelegibilidade de Arruda, foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

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Nas palavras do procurador, “urge ser imediatamente obstada realização dos atos de campanha”.

Além do pedido para que o TSE comunique o TRE a fim de que sejam “imediatamente obstados os atos de campanha”, o procurador pede a intimação do partido de Arruda – PR – para apresentar substituto.

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O prazo para substituir a candidatura, de acordo com resolução do TSE, se encerra vinte dias antes do pleito, na próxima segunda-feira, 15.

Além do pedido referente a Arruda, o Ministério Público pede a suspensão da campanha de dois candidatos que também tiveram o registro negado pelo TSE: José Riva, que pretendia concorrer ao governo do Mato Grosso, e Jaqueline Roriz, que pretendia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal.

A defesa do ex-governador protocolou na tarde de hoje pedido no Supremo Tribunal Federal para que seja analisado com urgência recurso no qual é alegada divergência entre o entendimento do TSE e o da Suprema Corte. A expectativa do advogado, José Eduardo Alckmin, é de que uma liminar sobre o caso seja expedida até segunda-feira.