O diretório estadual do PFL liberou ontem seus filiados para o segundo turno da disputa pelo governo do Paraná. Livres para escolher, os pefelistas já começaram a definir seus palanques. O presidente estadual do partido, João Elísio Ferraz de Campos e o deputado estadual Nelson Justus (PTB) optaram pela candidatura do senador Roberto Requião (PMDB). Mas os deputados estaduais vão majoritariamente com o senador Alvaro Dias (PDT).

Justus e Ferraz de Campos reuniram-se ontem com Requião no início da tarde, na casa do deputado. Os dois já gravaram suas manifestações de apoio para o horário eleitoral gratuito, cuja exibição recomeçou ontem nas emissoras de rádio e televisão. Possivelmente, na próxima semana, o deputado estadual eleito Rafael Greca também anuncia sua posição. O deputado vai passar os próximos dias se submetendo a exames médicos. Extra-oficialmente, Greca tem manifestado simpatia pela candidatura do PMDB ao governo.

Já Alvaro obteve mais adesões na base parlamentar do partido. Dos onze deputados aliados do governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia Legislativa que apoiaram Beto Richa (PSDB) na sucessão estadual, oito já declararam apoio a Alvaro. Entre eles o líder do governo, deputado Durval Amaral, o secretário-geral do partido, Elio Rusch, o líder da bancada, Plauto Miró Guimarães Filho, os deputados Nelson Tureck, Nelson Garcia e Cleiton Kielse. De acordo com Amaral, o grupo soma 400 mil votos e leva ainda para o pedetista cerca de 150 prefeitos.

Frágil

A decisão do PFL de não se posicionar na disputa estadual foi tomada ontem pela manhã em reunião da executiva. O partido fez também uma avaliação do seu desempenho nas eleições. O saldo foi negativo. O PFL perdeu espaço na Assembléia Legislativa. A atual bancada de oito deputados será reduzida, a partir de 2003, para sete. Na Câmara Federal, dos cinco deputados o partido terá apenas duas cadeiras na próxima legislatura.

Na avaliação geral do PFL, o fato de não ter disputado o governo do Estado com uma candidatura genuinamente pefelista prejudicou o partido. “O PSDB foi inimigo e trabalhou contra a coligação. Nosso partido tem potencial e não pode se misturar como fez com o PSDB”, diagnosticou o ex-candidato ao Senado, deputado federal Luciano Pizzatto.