Desde o começo do domingo (5), a Polícia Federal prendeu 11 pessoas por crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Uma delas foi a candidata a deputada federal pelo PSC, Lucimar Rosa, que foi ouvida e liberada em seguida. Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indicam outras 43 ocorrências na capital, Campo Grande e no interior do Estado.

continua após a publicidade

Todos os presos estão sendo ouvidos e liberados, logo depois de assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A maior parte das prisões aconteceu por boca de urna, transporte e propaganda irregular, corrupção eleitoral, além de suposta compra de votos.

O dia de votação terminou às 17 horas (18 horas de Brasília) em Mato Grosso do Sul. A previsão do TRE/MS é de que a totalização dos votos seja feita até as 21 horas deste domingo (5).

continua após a publicidade

Urnas

Várias irregularidades foram detectadas em urnas eletrônicas em Campo Grande. Eleitores denunciaram falhas e até o diretório do Partido dos Trabalhadores em MS pediu à Justiça Eleitoral que investigasse um problema em três urnas. Por três vezes, pessoas que escolheram para o senado o candidato Ricardo Ayache, do PT, obtiveram informações confusas na tela, inclusive com sobreposição de fotos de candidatos ao Senado.

continua após a publicidade

Uma eleitora postou em uma rede social que houve erro no momento em que votava para presidente. “Na hora que digitei para presidente, apareceu um emaranhado de letras e em seguida confirmou sem que eu teclasse a confirmação”.

Em outro caso, a urna travou logo após um idoso votar em seu candidato para deputado federal. Ele não conseguiu votar para os demais cargos porque o tempo de solução do problema ultrapassou o tempo permitido para voto, que é de 20 minutos. Não há dados sobre quantas urnas foram substituídas, mas houve pelo menos 12 denúncias de falha no equipamento.