A Polícia Federal apura suposta prática de crime eleitoral envolvendo a campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em 2014. A investigação ocorre no âmbito da Operação Acrônimo, que prendeu na sexta-feira o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, ligado ao PT.

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Investigadores disseram ao jornal O Estado de S.Paulo que as buscas e apreensões cumpridas na semana passada corroboraram as suspeitas de que a campanha de Pimentel teria recebido dinheiro de um esquema operado por Bené. Até o momento, o governador não é investigado, mas sua mulher, Carolina Pimentel, também foi alvo das ações da PF na sexta-feira. A primeira-dama de Minas nega qualquer envolvimento com o caso.

A investigação foi iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu, no Aeroporto de Brasília, R$ 113 mil em dinheiro numa aeronave que trazia Bené e outros colaboradores da campanha de Pimentel de Belo Horizonte.

O empresário levava material de campanha do atual governador petista e uma planilha na qual estava escrita “campanha Pimentel”, mas em depoimento negou ter participado da disputa pelo governo de Minas.

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Levantamento no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que uma empresa da família de Bené, a Gráfica Brasil, recebeu R$ 3 milhões do comitê financeiro do PT mineiro em 2014. Bené disse que apenas a gráfica da sua família teria atuado como fornecedora da campanha. Na prestação de contas de Pimentel não constam despesas feitas com a Gráfica Brasil.

Na sexta-feira, a PF realizou busca e apreensão em residências e empresas no Distrito Federal e em outros dois Estados. A antiga residência de Carolina e o prédio onde sua empresa era localizada, ambos em Brasília, foram alvo das buscas.

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Em entrevista no sábado, Pimentel disse que as ações contra sua mulher foram um “erro”. O advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, negou a suspeita da PF de que a empresa da primeira-dama seja de “fachada”, afirmando que a Oli Comunicação foi encerrada em janeiro deste ano e que deixou o prédio que ocupava em julho de 2014.

Defesas

Procurado, o PT de Minas não quis se manifestar sobre o caso. O governo do Estado também não se manifestou. A defesa de Bené informou que a gráfica da família do empresário foi contratada pelo PT de Minas Gerais e por isso a despesa não consta da prestação de contas de Pimentel. “A posição que se tem é de prestação de serviço ao comitê. Exatamente por isso a prestação de contas se refere ao comitê”, disse o advogado Celso Lemos, que não soube informar que tipos de serviços foram prestados pela Gráfica Brasil nem a quais candidatos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.