Pesquisa realizada pela Toledo & Associados entre os eleitores curitibanos, divulgada com exclusividade por O Estado e encomendada pelo PMDB de Curitiba, confirma a liderança do pré-candidato do PT à Prefeitura, deputado estadual Ângelo Vanhoni. O segundo na preferência do eleitorado é o tucano Beto Richa, citado por 13% dos entrevistados. Mas ele é seguido de perto pelo pré-candidato do PMDB, deputado Rafael Greca, o favorito de 12% dos eleitores. Num eventual segundo turno, a disputa mais acirrada seria entre Vanhoni (43,6%) e Beto Richa (40,3%). O instituto paulista realizou a sondagem no período de 21 a 28 de maio, ouvindo 605 eleitores em nove regiões da cidade. A margem de erro considerada é de 3,98%, com intervalo de confiança de 95%. A consulta mostrou também que o PT é o partido com maior número de simpatizantes (18%), seguido pelo PMDB (10%). Mas a grande maioria dos entrevistados (61%) não leva em conta as siglas. A filiação partidária é irrisória: 96% dos consultados não têm filiação partidária. No quesito rejeição, o PT também lidera, principalmente em meio a classe A, com 14% de indicações, seguido pelo PFL, com 6 %. Na sondagem espontânea, Vanhoni foi citado por 10% dos entrevistados; Beto Richa e Rafael Greca por 4%; Mauro Moraes (PL) por 2%; Gustavo Fruet (PMDB) por 2%; Luiz Carlos Martins (PSL) por 1%; assim como o atual prefeito, Cassio Taniguchi (PFL). Na estimulada, o percentual de Vanhoni sobe para 23%; o de Beto Richa para 13%; o de Rafael Greca para 12%; o de Mauro Moraes para 9%; o de Luiz Carlos Martins para 7%; o de Gustavo Fruet para 6%. Rubens Bueno (PPS) foi citado por 5% dos eleitores, Luciano Ducci (PSB) por 4%; Osmar Bertholdi (PFL) por 3%; e Ney Leprevost (PP) por 1%. Os dois mais rejeitados são Rafael Greca (29%) e Ângelo Vanhoni (17%). Nenhum dos postulantes atingiu o limite crítico de rejeição, que é, no entender da Toledo & Associados, 35%. A pesquisa detectou ainda as principais preocupações do curitibano: a segurança pública continua na liderança, com 68,4%. O setor de saúde foi apontado por 42,8% dos entrevistados. Pavimentação (23,3%) e educação (20,7%) ficaram na frente do desemprego, apontado como problema grave por 14% dos entrevistados. Saneamento básico é outra área identificada como problemática por 12,7% dos eleitores da capital. Foi proposto também que os entrevistados identificassem as três pessoas mais influentes da cidade. Apenas os entrevistados das classes A e B responderam. Para esses segmentos, os mais influentes são o governador Roberto Requião (36%) e o prefeito Cassio Taniguchi (36%). O ex-governador Jaime Lerner (PSB) foi citado por apenas 8,3% dos entrevistados. No 2.º turno, vantagem continua
Numa simulação entre Beto Richa e Rafael Greca, o tucano leva a melhor, com 50% dos votos contra 28% do peemedebista. Num embate Vanhoni x Greca, os votos de Beto Richa e de Mauro Moraes (PL) tendem a migrar para o peemedebista, na análise da Toledo & Associados. Indecisos chegam a 66%,segundo Toledo O professor Francisco José de Toledo, que coordenou a pesquisa realizada pela Toledo & Associados em Curitiba, observa que a eleição está completamente indefinida na capital, o que é comprovado pelo grande número de eleitores indecisos (66%): “Nesta fase, a população não está muito preocupada com política. Isso fica ainda mais evidenciado quando se tenta saber qual é o candidato a vereador favorito do entrevistado. Ele não tem a mais leve idéia”. Toledo observa que também não se pode falar em polarização da campanha neste momento: “Ângelo Vanhoni está mais consolidado na memória do eleitor como candidato. Ele já é reconhecido desta forma. Os demais ainda estão meio embolados. Beto Richa, que aparece em segundo lugar, está praticamente empatado com Rafael Greca quando se propõe a simulação de uma campanha com candidatura própria do PMDB”. De qualquer modo, estes percentuais delimitam o ponto de partida da campanha, na qual fatos políticos vão exercer influência poderosa, principalmente quando for ao ar o horário gratuito do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Toledo cita o desempenho do governo federal e até o cenário da disputa em São Paulo como fatos capazes de produzir efeitos em Curitiba. Identidade Segundo ele, as capitais paulista e paranaense têm um ponto em comum: ambas são grandes pólos centralizadores, atraindo populações de outras cidades e estados e constituindo um eleitorado com características similares. Dos 605 eleitores ouvidos pela Toledo, 63% vieram de outras regiões e apenas 37% nasceram em Curitiba: “É a unica capital da região Sul que registra este índice. Além disso, é a que apresenta o maior grau de escolaridade e renda média familiar”. Ele classificou o governador Roberto Requião como “um ótimo cabo eleitoral” em relação ao alto grau de aprovação de seu governo. Mas ponderou que esse fato é relativo quando se trata de transferência de voto: “O eleitor vota no candidato se estiver convencido de suas qualidades para o exercício do cargo executivo. E deixa de votar em razão de seus defeitos, porque desaprova suas atitudes ou porque não merece sua confiança. A experiência mostra que transferência de voto não existe”. Pesquisas Esta é a segunda pesquisa exclusiva divulgada por O Estado mostrando a tendência do eleitorado de Curitiba para a sucessão municipal de 3 de outubro e também a avaliação dos entrevistados sobre os governos Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Requião e Cassio Taniguchi. No domingo passado, a sondagem divulgada por O Estado foi feita pelo Instituto Experience Consultoria. |
Pesquisa confirma liderança de Ângelo Vanhoni
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