A pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quarta-feira, 31, foi feita muito próxima da condenação em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, portanto, não reflete perfeitamente o impacto político do julgamento, avaliou nesta quarta-feira, 31, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

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“A pesquisa foi feita muito em cima do fato, acredito que ainda não deu tempo para ela ter sido absorvida por uma parcela maior da população”, declarou o tucano na chegada à sede da Secovi-SP, onde participou da cerimônia de recondução do presidente da entidade, Flávio Amary.

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No primeiro levantamento feito após o resultado da semana passada no Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), o Datafolha mostrou Lula liderando os cinco cenários em que é incluído, apresentando novamente de 34% a 37% da preferência do eleitorado. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ficou em segundo, com 15% a 18% das intenções de voto – no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.

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Doria ainda minimizou o fato de os nomes do PSDB ainda não terem deslanchado na pesquisa – foram avaliados cenários utilizando seu nome e o do governador Geraldo Alckmin. “Quero lembrar que em janeiro de 2016 a pesquisa Datafolha me dava 2% e ganhei a eleição (municipal) com 53%” disse.

Alckmin oscilou entre 6% e 11% de intenção de voto na pesquisa divulgada na madrugada desta quarta. Já Doria teve entre 4% e 5%. Nomes mais associados ao governo Michel Temer (MDB), como Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e o próprio presidente não passam dos 2%. Já o apresentador de TV Luciano Huck chegou a 8%.

O prefeito disse acreditar que depois do carnaval ou mais próximo de abril, Alckmin, hoje tido como o mais provável candidato tucano ao Planalto, terá um desempenho melhor nas sondagens. “A partir de março, a eleição vai estar mais bem delineada”, resumiu.

Indagado sobre sua eventual candidatura ao governo do Estado de São Paulo nessas eleições, o prefeito da capital frisou: “Estou focado na Prefeitura.”