Em meio à Operação Decantação, investigação da Polícia Federal que apura suposto esquema de financiamento de partidos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa e pagamento de dívidas de campanha da reeleição de Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás, em 2014, o governador rechaçou qualquer participação em esquema de corrupção e afirmou que “não há nada chegando perto” dele.

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“Não estou sendo acusado de nada. Não tem nada chegando perto de mim. Não há uma vírgula, um centavo que possa estabelecer qualquer nexo entre o governo de Goiás, a campanha do PSDB e recursos da companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Zero, zero, não há nenhuma possibilidade disso”, disse Perillo ao deixar o Ministério da Fazenda, após reunião com o ministro Henrique Meirelles.

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Ainda de acordo com Perillo, os servidores da empresa goiana não precisavam nem estar presos. “Bastava fazer o depoimento, serem indagados. Não vejo nenhum fato que possa suscitar essa possibilidade (relação entre ele e esquema de corrupção). As prisões foram desnecessárias”, disse.

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A Operação Decantação foi deflagrada na quarta-feira, 24. A PF prendeu o presidente do PSDB em Goiás, Afreni Gonçalves, e o presidente da Saneago, José Taveira Rocha, ex-secretário da Fazenda de Perillo.

A malha de grampos da PF pegou ainda Afreni Gonçalves no telefone e em mensagens por e-mail. Os áudios ‘evidenciam’ acertos entre o tucano e o diretor de Gestão Corporativa da Saneago, Robson Salazar, para ‘favorecer’ o pagamento da JC Gontijo, detentora de contrato de empreitada com a estatal de saneamento da gestão Perillo.