Depois de emplacar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de proibição do oferecimento de almoços e jantares eleitorais seja explicitado na regulamentação do processo eleitoral de 2008, o diretório de Curitiba do PTC – Partido Trabalhista Cristão – voltou a fazer barulho ontem, ao apresentar à Justiça Eleitoral pedido de controle dos cabos eleitorais e dos fornecedores eleitorais, para coibir a compra de votos e o abuso do poder econômico.

Para o presidente municipal do partido, Fábio Aguyao, a contratação de cabos e fornecedores eleitorais pode configurar uma compra, indireta, de votos. ?A cifra é incalculável, que circula nesse período de três meses (de campanha), mas precisamos criar mais mecanismos para que tenhamos uma noção real da movimentação financeira, já que uma campanha eleitoral absorve 30% da massa de desempregados, como controlar isso para não haver compra de votos e o abuso do poder econômico??, questiona.

Entre as sugestões enviadas pelo PTC ao Ministério Público eleitoral, ao Tribunal Regional Eleitoral e ao TSE para coibir esse tipo de ação está o cadastro junto aos tribunais eleitorais das pessoas interessadas em trabalhar nas campanhas e a limitação de contratações por candidatos. ?Mesmo tendo os limites da propaganda eleitoral, ainda há um grande nicho aberto pela nova legislação. E o único meio de combater é fechar as brechas e bloquear os atalhos para fraudes?, diz o documento elaborado pelo PTC.