O Partido Ecológico Nacional (PEN) pediu nesta terça-feira, 10, ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a sigla tenha acesso aos autos da ação declaratória de constitucionalidade que trata da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O PEN também comunicou oficialmente ao STF a destituição do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, do caso.

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Na prática, o PEN quer o adiamento do julgamento da medida cautelar que havia sido feito pelo próprio partido na semana passada, quando Kakay ainda estava cuidando do caso.

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“Tendo constituído novos advogados, os quais ainda não tiveram acesso aos autos e, pretendendo dele se aproximar para tomarem conhecimento e se posicionarem antes do julgamento, vêm, respeitosamente, suplicar por vista dos autos para cópia – ainda que digital – e preparo de manifestação inclusive sobre matérias pendentes”, pedem os advogados da sigla.

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O novo pedido do PEN será analisado por Marco Aurélio Mello, relator da ação. Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o ministro está no gabinete e pode tomar uma decisão nas próximas horas.

Precedente

Nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes disse que não é possível desistir de pedido liminar feito à Corte. “Não. Não pode desistir de ação, então não pode desistir de pedido liminar”, disse Moraes, ao chegar para a sessão da Primeira Turma.

Conforme informou nesta terça-feira o jornal “O Estado de S. Paulo”, o STF tem precedente de rejeitar um pedido de desistência de medida liminar, em uma ação julgada em 1994.