As sequelas da convenção estadual do PFL, que decidiu pelo apoio à candidatura do tucano Beto Richa para o governo, começam a aparecer. O diretório municipal do PFL de Francisco Beltrão está organizando um movimento para pressionar a substituição de Beto pelo deputado federal e candidato a deputado estadual Rafael Greca (PFL). O presidente do PFL de Francisco Beltrão, Glaucio Fausti, disse que até o final da semana entrega um documento para a direção estadual do partido pedindo a troca do candidato da coligação. Fausti está trabalhando para que o manifesto seja assinado por doze diretórios do PFL da Região Sudoeste.
O dirigente do PFL alega que Beto Richa não empolgou o eleitor da região e que está sendo muito difícil para os pefelistas conseguir apoio para a candidatura ao governo da aliança PFL-PSDB. “A população não conhece o candidato e, por isso, não há empolgação. Diante do quadro que está se formando, com a disputa ficando entre Requião e Alvaro, acho que é hora de se pensar numa alteração”, comentou Fausti. Para ele, Greca teria mais condições de competir com os candidatos do PMDB e PDT.
O pefelista argumenta que o diagnóstico da suposta fragilidade da candidatura de Beto Richa é fruto da observação direta do PFL da região e de dados de pesquisas internas sobre o desempenho dos candidatos ao governo. Fausti afirmou que o fato de Francisco Beltrão ser o berço de fundadores do PSDB – como o secretário-geral da Presidência, Euclides Scalco, e o secretário estadual da Agricultura, Deni Schwartz – não tem ajudado no crescimento de Beto na região. “Na verdade, na composição local, o PFL e o PSDB são antigos adversários. A coligação, aqui, por mais que tenha o Scalco e o Deni, não funciona porque nós nunca tivemos afinidade”, afirmou.
Os delegados do PFL de Francisco Beltrão e de outros municípios da região estiveram ao lado de Greca na convenção do partido realizada em junho. “Naquele momento, nós já sabíamos das dificuldades que teríamos se o partido optasse por esta aliança com um candidato do PSDB. Achamos que já é tempo de tentarmos uma alternativa”, afirmou o dirigente pefelista.
Sem comentários
A reportagem de O Estado tentou ouvir o presidente do PSDB do Paraná, deputado federal Basílio Villani, sobre o caso. Mas o tucano respondeu, por meio de sua assessoria, que somente se manifestaria sobre o movimento do PFL do Sudoeste após tomar conhecimento do teor do documento. Ele afirmou que não iria se pronunciar a respeito de algo que nem foi apresentado ainda ao PFL estadual. (E.C.)


