Foto: Chuniti Kawamura/O Estado
Pedroso: cabeça.

Acusado de mentir nos depoimento e ameaçar testemunhas, o ex-funcionário da empresa Itaipu Binacional Laércio Pedroso vai continuar à disposição da Polícia Federal por tempo indeterminado. Ele teve decretada sua prisão preventiva na sexta-feira. Pedroso é tido como o cabeça de um esquema de golpes financeiros contra quatro empresas estatais de energia elétrica, entre elas Itaipu. Segundo o delegado Fernando Francischini, Pedroso mente em seus depoimentos.

A prisão preventiva de Pedroso foi decretada pela juíza federal Anne Karina Amador Costa, da 1.ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Horas antes, ela havia autorizado a liberdade do acusado, depois de dez dias de prisão temporária. Pedroso foi preso da primeira vez no dia 23 de maio, pela Operação Castores, junto com o sócio Luís Geraldo Tourinho Costa e mais quatro pessoas suspeitas de envolvimento na cobrança de dívidas não-reconhecidas pelas empresas Itaipu, Furnas, Eletrosul e Eletronorte.

Os outros acusados foram soltos na sexta-feira, depois de cumprirem dez dias de temporária. Eles devem responder em liberdade ao inquérito que apura o caso. Francischini disse que os outros "falaram a verdade e foram soltos". No caso de Pedroso, "ele mentiu e também ameaçou?. Por isso, ficou preso.

O delegado disse ainda que Pedroso tentou orientar o depoimento do sócio, além de ameaçar de morte clientes de empresas das quais recebeu dinheiro para as supostas cobranças de residual, para as quais "não prestou o serviço nem devolveu o dinheiro?. O advogado de Pedroso, Arnoldo de Oliveira Pinto, disse na sexta-feira que ainda não sabia da razão da nova prisão de seu cliente.