O líder do governo na Assembléia Legislativa, Natálio Stica (PT), disse ontem que o governador Roberto Requião (PMDB) cometeu um erro ao prometer que reduziria as tarifas ou acabaria com o pedágio no Paraná. "Foi um erro porque não depende de vontade política. Para acabar, tem que haver uma decisão jurídica e para baixar, tem que haver interesse da outra parte", disse Stica, ao comentar a cobrança da bancada de oposição sobre as promessas de Requião.
O líder da oposição, deputado estadual Durval Amaral (PFL), acusou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de se omitir na fiscalização das concessionárias de pedágio. Conforme Amaral, a falha foi detectada recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado, que realizou um levantamento detalhado por meio da 1.º Inspetoria de Controle Externo. O deputado pefelista afirmou que a última vez em que o DER inspecionou as empresas foi em 2001 e que o órgão também não monitora o tráfego nas rodovias.
O diretor do DER, Rogério Tizzot, rebateu as críticas argumentando que a atual administração avançou na forma de verificação dos contratos. Ele citou que foi realizada uma auditoria no segundo semestre do ano passado, quando se constatou que as despesas das empresas eram menores que os gastos projetados na licitação feita em 97. Essa diferença nunca foi detectada pelo governo passado, apontou o diretor do DER.
"Há uma diferença grande entre o que se fazia e se faz agora. As auditorias também serviram para analisar os balanços das concessionárias. O que também não se fazia no governo anterior, do qual o deputado era líder. Essas informações é que possibilitaram o acordo com as duas empresas, que reduziram a tarifa em 36% para os caminhões, no trecho Foz do Iguaçu a Curitiba. Se não tivéssemos mudado a forma de fiscalizar as concessionárias, não teríamos esses números que deram base para as reduções e que nos permitem continuar negociando com as concessionárias", comentou o diretor do DER.
Conforme Tizzot, as conclusões do TC se referem apenas a um curto período, que compreende os meses de janeiro, fevereiro a março deste ano. O diretor do DER disse ainda que o TC está revendo sua avaliação.


