O PSD já começa a se articular internamente com vistas à sucessão à Prefeitura de São Paulo, nas eleições do ano que vem. Um dos postulantes ao cargo, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que já recebeu o aval do presidente da sigla, Gilberto Kassab, que também é ministro das Cidades, para entrar na disputa pela vaga

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“O que aconteceu foi uma conversa ainda informal, onde o presidente do partido, já com o apoio de vários dirigentes, fez o convite. As coisas estão caminhando”, afirmou Patah.

Apesar da entrada de Patah na disputa de 2016, caciques do PSD não escondem que o nome mais cotado para o disputado pleito da maior prefeitura do País é o do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

“Se o Meirelles quiser, a vaga é dele”, afirma nos bastidores um dos dirigentes da sigla. A questão, contudo, é que o ex-BC não deu ainda sinais de que poderá entrar nessa disputa, apesar dos acenos da direção partidária neste sentido. Nas eleições presidenciais, Meirelles, que chegou a ser cotado até mesmo para integrar a chapa do tucano Aécio Neves na condição de vice, afirmou que sua vocação é para cargos executivos. A expectativa interna dos dirigentes do PSD é que Meirelles possa ser convencido a ser cabeça de chapa da legenda na capital paulista.

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Sindicalista

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Patah disse que, por sua história sindicalista, acredita que conseguiria angariar amplo apoio de trabalhadores, principalmente os da base da pirâmide. “São aqueles que já represento e que mais precisam da esfera municipal”, afirmou. Somente na capital, a UGT representa cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, como motoristas de ônibus, comerciários, garis e motoboys.

O presidente da UGT afirmou também que deseja ser um “soldado do partido em uma campanha tão importante como a da capital paulista” e se sentiria honrado com a “missão” de disputar a Prefeitura pelo PSD. “O partido é muito democrático, muito transparente, está sendo bastante discutida essa questão da candidatura e o meu nome tem apoio de diversos dirigentes”, afirmou.

Alianças

Patah minimizou o fato de que teria que enfrentar o atual prefeito Fernando Haddad (PT) na disputa – PT e PSD são aliados na esfera federal. “São coisas distintas. Não há nenhuma contradição o partido ter um voo solo em São Paulo. Até porque o PSD tem como presidente do partido um dos prefeitos mais bem avaliados da cidade”, disse, numa referência à gestão de Gilberto Kassab.

“A nossa estratégia não vai ser bater em quem está no poder hoje e sim colocar propostas”, emendou.