A duas semanas do início do período oficial das convenções, que vai de 10 a 30 de junho, os partidos estão começando a definir aliados na sucessão municipal deste ano, em Curitiba.

O PT vota hoje sua política de alianças em encontro no Centro de Convenções Orleans e o PDT está se organizando para fechar com o presidente nacional do partido, Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, o apoio ao PSDB na capital.

A reunião com Brizola será agendada na próxima semana, cumprindo uma orientação fixada em resolução nacional, segundo a qual todas as alianças estaduais devem ser avalizadas pela executiva nacional, assim como os acordos municipais são obrigatoriamente sumetidos à direção estadual. Embora dois nomes tenham se apresentado para disputar uma vaga de candidato a prefeito – o deputado estadual Neivo Beraldin e o militante Carlos Kolb – o entendimento da direção do partido é que o PDT deve apoiar a candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa.

O deputado estadual Augustinho Zucchi, integrante da executiva estadual, disse que a opção pela aliança com o PSDB está localizada em Curitiba e em outras cidades, mas não será forçosamente ampliada para todos os municípios. “Cada caso será analisado individualmente. O PSDB poderá se aliar até com o PMDB em algumas cidades. A direção estadual respeita as circunstâncias locais”, afirmou.

Só abertura

Ontem à tarde, o PT começou o encontro municipal com uma pauta que previa a discussão sobre estratégia eleitoral, política de alianças, plano de governo e candidaturas proporcionais. Hoje, os petistas credenciam os 317 delegados que vão se posicionar sobre todos estes temas.

Uma das propostas que será apresentada pela direção municipal estabelece que o partido aprovaria as diretrizes gerais para fechar suas alianças, que seriam homologadas em novo encontro, marcado para junho. Mas não há consenso entre as correntes sobre o adiamento da decisão.

A direção municipal justifica que ainda é cedo para a escolha das coligações, tendo em vista que as demais siglas ainda estão se posicionando na disputa. Mas outros grupos no partido acham que a decisão deve ser tomada hoje e os acordos devem ficar restritos ao PMDB e outros partidos historicamente aliados do PT, o que exclui o PTB e PP. Já a ala majoritária argumenta que os dois partidos pertencem à base de sustentação do governo Lula e devem entrar na coligação em Curitiba.