Um paranaense faz parte da relação dos advogados que integrarão a lista tríplice da qual sairá o novo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Paulo Costa Leite, ocorrida em abril. Álvaro Wendhausen de Albuquerque obteve 21 votos. O primeiro colocado foi o advogado Paulo de Moraes Penalva Santos, do Rio de Janeiro, com 26 votos, seguido por João Otávio de Noronha, do Distrito Federal, com 24 votos. Os candidatos Luiz Carlos Lopes Madeira, Evandro Ferreira de Viana Bandeira e Leda Maria Soares Janot receberam, respectivamente, 16, 6 e 3 votos.

A lista será encaminhada ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que indicará o nome a ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Após aprovação pela CCJ e pelo Plenário daquela Casa Legislativa, o futuro ministro do STJ será nomeado pelo presidente da República e, só então, empossado pelo Tribunal.

Álvaro Wendhausen de Albuquerque, tem 64 anos, nasceu em Florianópolis (SC), mas é radicado em Curitiba (PR), onde cursou desde o primeiro grau e se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná, em 1962.

Iniciou na advocacia em Foz do Iguaçu, onde permanece até hoje. Ingressou no Ministério Público Estadual em 1964, permanecendo no cargo até 1967, quando pediu exoneração. Ele é professor de Direito Romano e de Direito Civil, parte geral e sucessões, na Unifoz – Faculdades Unificadas de Foz do Iguaçu desde 1993, e de Direito Civil (Parte Geral) na Fundação Escola do Ministério Público em Foz do Iguaçu.

Em seus 40 anos de profissão, Álvaro Wendhausen de Albuquerque foi procurador-geral de Foz do Iguaçu (1987-1992), vereador pelo mesmo município por duas legislaturas; é membro conselheiro da Academia Brasileira de História desde 1982 e foi o primeiro presidente da subseção da OAB de Foz do Iguaçu.