Voto 2010

Paraná terá espaço no primeiro escalão do futuro governo

Dependendo do resultado do segundo turno na disputa presidencial, o Paraná pode perder ou manter espaço no governo federal. O candidato tucano José Serra venceu o primeiro turno da eleição presidencial e tem a campanha mais forte no Estado.

Porém, é do lado da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, que o Estado tem o maior número de ministeriáveis. Além dos quatro paranaenses que já integram o primeiro escalão do governo – Gilberto Carvalho (Gabinete Presidencial), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Paulo Bernardo (Planejamento), Jorge Samek (direção geral da Usina de Itaipu), o senador Osmar Dias (PDT) e o governador Orlando Pessuti (PMDB) foram incorporados à lista dos que têm chances de serem chamados se Dilma vencer a eleição.

Arquivo
Bernardo: não fica se não quiser.

Desde que aceitou a candidatura ao governo a pedido do presidente Lula, o senador pedetista conquistou seu lugar na lista. Com a derrota ao governo do Estado, é tido como um dos com mais chances de ocupar um ministério. Seu mandato no Senado termina em janeiro de 2011 e o pedetista seria um forte candidato ao Ministério da Agricultura.

Na primeira gestão do presidente Lula, Osmar foi cotado para ocupar o Ministério da Agricultura que, no segundo mandato do petista, foi para outro paranaense, o deputado federal reeleito Reinhold Stephanes (PMDB).

Na primeira entrevista que concedeu após a eleição, anteontem em Telêmaco Borba, Osmar disse que não pensa em ministério. E que quer voltar a ser agricultor, que definiu como “a melhor profissão do mundo”.

Fabio Alexandre
Pessuti: de olho na Copa de 2014.

Pessuti entrou para a lista quando, depois de exaustivas negociações, concordou em desistir da indicação pela candidatura ao governo no PMDB para apoiar a candidatura do senador Osmar Dias.

Os mais próximos do atual governador garantem que ele tem a expectativa de ocupar um cargo de coordenação da organização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

Seja Pessuti ou Osmar o escolhido, ou ambos, o fato é que o espaço do PT do Paraná deverá encolher se Dilma for eleita presidente da República. Quatro cargos de primeiro escalão como agora dificilmente irá se repetir para o PT do Paraná, avaliam lideranças do partido.

Mas no processo de seleção, ninguém tem dúvidas que o atual ministro do Planejamento é o mais garantido na futura equipe. Bernardo é um dos homens de confiança de Lula e, por determinação do presidente, não disputou a eleição este ano.

Além disso, sua mulher, Gleisi Hoffmann, também é uma das 81 senadoras futuras. Samek também tem seus trunfos. É amigo pessoal de Lula e está há oito anos na direção de Itaipu.

Embora não esteja envolvido diretamente nas articulações partidárias atualmente, seu cacife é bem alto. Sua atuação no comando da Itaipu é considerado impecável. Gilberto Carvalho e a irmã, Marcia Lopes, têm mais chances de deixar Brasília se Dilma for eleita. Mas para acompanhar o presidente Lula, que também deverá ter um papel fundamental caso Dilma vença as eleições.

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