O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, disse nesta sexta-feira, 8, que na eleição para a Presidência da República ele votará na chapa da qual o seu partido faz parte, aquela encabeçada pela presidente Dilma Rousseff. Ele disse que, em São Paulo, não dividirá palanque com o PT da presidente, mas que votará pelo candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP). “Tanto PT como PSDB são meus adversários, nem estarei no palanque do PT nem o PT estará no meu palanque, mas por coerência vou votar com o meu partido”, disse Skaf, que participa neste momento da série “Entrevistas Estadão”.

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Skaf protagonizou uma polêmica com seu partido, ao publicar no seu perfil no Facebook um vídeo ironizando um possível apoio seu a Dilma, enquanto o partido faz parte da chapa federal. Questionado se foi “enquadrado” por Temer para apoiar Dilma, Skaf disse que Temer não é de “enquadrar” nem ele é de ser “enquadrado”. “Não mudei nada. PT e PSDB são meus adversários”, repetiu.

Sobre material de campanha com a foto da presidente, disse que há muitos assessores e que é difícil controlar todo material. “Nosso material estará focado em São Paulo”, afirmou.

Skaf sustentou um discurso de disputa “estadualizada” e de terceira via, defendendo ganhos das gestões anteriores mas superando os 20 anos de gestão de um mesmo grupo de poder. “O Poupatempo é um bom programa, temos que admitir. Temos que transformar São Paulo em um grande Poupatempo”, disse o candidato peemedebista sobre uma das principais bandeiras do adversário governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição.

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