À frente do maior Estado comandado pelo PT, o governador da Bahia Jaques Wagner diz que o mensalão foi uma “trapalhada” do partido, mas aponta “espetacularização” do julgamento do caso.

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Pela versão do petista, os crimes analisados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) resultaram de uma “arquitetura” do partido para ganhar prefeituras, e não de compra de votos no Congresso.

“Desconheço compra de apoio. O que sei é de uma arquitetura para fazer mil prefeituras em 2004, para chegar com mais musculatura para a reeleição de Lula. E aí foi a grande trapalhada. Lula já tinha maioria na Câmara”, disse Wagner, que assumiu a articulação política do governo Lula em meio ao escândalo do mensalão.

Amigo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, ele também defendeu o revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, que votou pelas absolvições do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino.

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“Lewandowski está proibido de dar uma opinião diferente da de Joaquim [Barbosa, relator do caso]? Tudo que ele falar está contaminado, porque não vai conforme o senso comum? Então vamos fazer justiça com as próprias mãos, apostar na pena de morte”, afirmou.

O governador da Bahia também questionou o fato de o julgamento ocorrer em período eleitoral, o que, para ele, favorece interpretações “perigosas”.
“Estão judicializando muito a política. Está havendo uma outra eleição, está virando o terceiro turno da eleição. Todos já pagaram um preço muito alto. O Genoino está acabado”, disse.

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Wagner, que fez um balanço das eleições em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), também denominou como “jogo de hipocrisia” os questionamentos eventualmente feitos sobre doações de campanha.
“Ele [doador] não pode ser um privilegiado porque ajudou, mas também não pode ser um pária”, disse.