O presidente interino do PSD, Guilherme Campos, negou que o projeto de lei de autoria do DEM que dificulta a criação e fusão de partidos possa prejudicar o processo de criação do PL. O projeto foi aprovado às pressas na Câmara dos Deputados na semana passada, com peso político do PMDB, e seguirá para votação no Senado. Campos afirmou que foi a “força do tema” que levou à aprovação do projeto e que o PSD não recebeu as alterações propostas com surpresa. “Não altera em nada, o PL continua. Tem apoiamentos já consolidados pelo País inteiro e tem posição bem adiantada no que diz respeito à certificação das assinaturas”, disse o dirigente.

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A criação do PL e sua futura fusão com o PSD são costuradas nos bastidores por Gilberto Kassab, que não fala publicamente sobre o tema. Kassab, que participava do evento na capital paulista ao lado de Campos, chamou-o para responder às perguntas dos jornalistas sobre o assunto.

Campos negou que o PSD seja contra o projeto, que propõe uma quarentena de cinco anos para que novos partidos possam se fundir a outras agremiações e veda que pessoas já filiadas a alguma legenda assinem fichas de apoio à criação de algum novo partido. O dirigente interino chegou a dizer que o PSD apoiou o projeto e que apenas levantou dúvidas quanto à constitucionalidade da quarentena. “O PSD votou a favor do projeto. O PSD não tem nada contra o projeto, mas existem, sim, essas dúvidas e essas teorias no campo da constitucionalidade daquilo que está sendo votado”, disse a jornalistas.

Sobre a questão das assinaturas de pessoas filiadas serem vedadas em fichas de apoio a novos partidos, Campos respondeu apenas que, pessoalmente, acha que houve “um exagero na dose” no texto do projeto. Mas disse não ter falado ainda com os senadores do PSD para discutir um eventual posicionamento contrário da bancada a esse dispositivo.

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Campos fez questão de separar, em sua fala, os interesses do PL e do PSD e ressaltou que pode falar apenas pelos interesses do PSD. Perguntado então se ao PSD interessa a fusão com o PL, desconversou: “Ao PSD interessa fazer grandes mandatos com seus deputados”.