Marcos Borges/O Estado
Vice-governador Flávio Arns entre o ex-governador Paulo Pimentel e a diretora de O Estado, Vera Pimentel: otimista com o governo Beto Richa.

Apesar das críticas de que o governo do Estado estaria demorando para apresentar grandes realizações desde que Beto Richa (PSDB) assumiu o cargo, o vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns (PSDB), garante que muito foi feito neste primeiro semestre de gestão. Segundo ele, mesmo que o governo esteja começando e tenha que “tomar pé da situação”, o trabalho está sendo feito em um ritmo satisfatório.

“Quando assumimos, vimos que existia muita desarticulação e falta de planejamento no governo anterior, mas estamos conseguindo arrumar os problemas e trabalhar ao mesmo tempo”, avalia. Como exemplo de que o governo está cumprindo suas obrigações de forma adequada, ele cita sua própria secretaria. “Muitas coisas foram feitas nesse primeiro semestre, mas posso citar com mais propriedade o que temos feito na Educação. Neste ano, já contratamos cinco mil funcionários para as escolas e estamos chamando professores que passaram no concurso de 2007”.

Arns ainda ressalta que a secretaria está planejando outro concurso para professores para realização no segundo semestre deste ano, além de estar programando reajustes anuais para a categoria, assim como a aplicação de mudanças na hora-atividade já aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Também já fiz visitas a todas as escolas do estado para que façamos uma análise de suas necessidades em relação à estrutura física. Estamos fazendo um planejamento junto com todas elas para prever reformas em banheiros, refeitórios, bibliotecas, contemplando também a questão da acessibilidade para pessoas com deficiência”, comenta.

Além da preocupação com a estrutura física, o secretário garante que ele e sua equipe também estão pensando em soluções pedagógicas. “Queremos que o professor tenha formação continuada e plano de carreira, que as escolas tenham o número de funcionários adequados e que até o final deste governo, pelo menos 500 delas ofereçam ensino em período integral”. Para isso, a secretaria já teria começado a trabalhar, exigindo que todas as 2200 instituições que fazem parte da rede estadual de ensino ofereçam atividades no contra-turno até o final deste ano.

De acordo com ele, o ritmo da secretaria de Estado da Educação estaria se repetindo em outras áreas, como Saúde e Segurança. Como vice-governador, Arns diz que tem acompanhado também o trabalho dos outros setores do governo para que todos eles estejam em sintonia. “Como vice, procuro atuar na articulação de políticas públicas para levar ao governador propostas mais elaboradas, pois uma das maiores dificuldades de uma gestão pública é articular o trabalho de vários órgãos para atingir um único objetivo. Até criamos um grupo intersecretarial para facilitar essa aproximação”, conta.

Escândalo das diárias

Antes de Richa iniciar sua gestão no governo do estado e Arns assumir a secretaria de Estado da Educação, o órgão esteve envolvido em um de seus maiores escândalos, a denúncia de que funcionários estariam desviando dinheiro de diárias destinadas a cobrir as despesas de viagens de trabalho. Como o escândalo prejudicou a credibilidade da secretaria na época, Arns afirma que já tomou providências para que essa situação não aconteça novamente. “A questão das diárias foi objeto de sindicância no governo passado e está sob investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), então adotamos algumas sugestões do próprio MP para que o caso não se repita, como a adoção da prática de relatórios, a instituição de uma ouvidoria mais atuante e uma auditoria interna mais forte”.