Reprodução

Reportagem reproduzida foi publicada há seis anos.

Milhares de cópias de uma reportagem da revista IstoÉ, publicada há seis anos, espalhadas por ruas centrais da cidade e principalmente ao redor do Palácio Iguaçu e da Assembléia Legislativa, no Centro Cívico, acirraram o clima da disputa eleitoral no Estado. O presidente estadual do PSDB, deputado estadual Valdir Rossoni, acusou o governador Roberto Requião (PMDB) de ser o responsável pela distribuição das cópias da reportagem, feitas em papel couché de alta qualidade e com o título de ?Escândalo – Veja o que saiu na Isto É?.

O material requentou o relato de um episódio de conflito familiar do diretor presidente da Gazeta do Povo e da Rede Paranaense de Comunicação, Francisco da Cunha Pereira. Como o governador tem criticado a linha editorial dos veículos da família, Rossoni concluiu que interessa à campanha de Requião atingir o proprietário das empresas. Ele afirmou que era possível deduzir a origem da distribuição do impresso tomando por base a orientação da cobertura da campanha eleitoral do jornal Gazeta do Povo.

No final da tarde, a coordenação da campanha de Requião informou que irá processar Rossoni. A assessoria jurídica da campanha peemedebista solicitou as cópias taquigráficas da sessão e classificou as declarações de Rossoni – ?Sacanagem e mentira têm nome no Paraná. Chama-se Roberto Requião? – como ?caluniosas, levianas e com fins eleitoreiros?.

O deputado Caíto Quintana (PMDB) disse que Rossoni foi irresponsável. Ele citou que os adversários de Requião poderiam ter tomado a iniciativa de copiar e distribuir o material para tentar incriminar o governador. ?Fazer ilações sobre autoria é uma irresponsabilidade inadmissível. Porque da mesma forma que acusam uma autoridade do Paraná, eu também poderia subir nesta tribuna e atribuir isso a um dos nossos adversários?, contra-atacou Quintana. Informalmente, os peemedebistas comentavam que suspeitavam da coordenação da campanha do senador pedetista.

A coordenação da campanha do senador Osmar Dias respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que todo o material de sua campanha está identificado. E que seus impressos tratam de propostas e não são usados para caluniar pessoas. O presidente estadual do PT, deputado André Vargas, foi quem levou o assunto ao plenário. Ele disse que os quatro primeiros colocados na disputa ao governo – o governador, o senador Osmar Dias (PDT), o senador Flávio Arns (PT) e o ex-deputado Rubens Bueno (PPS) – deveriam repudiar publicamente a ação.