O petista Antonio Palocci Filho, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, votou à tarde em Ribeirão Preto (SP) de forma rápida. Ainda assim enfrentou xingamentos ao sair da Escola Estadual Otoniel Mota, na área central da cidade. Entre outros, ouviu o grito de uma eleitora que o chamou de “ladrão”, mas entrou no carro e foi embora sem se manifestar.

Palocci também é ex-prefeito de Ribeirão Preto e coordenou a campanha de Dilma Rousseff na eleição de 2010. Há algum tempo não tem feito aparições públicas e não quis falar muito aos jornalistas durante a votação. Disse apenas que vai continuar atuando na atividade privada, mas que política “a gente sempre faz um pouquinho”.

Palocci foi prefeito de Ribeirão Preto por duas gestões e integrou a equipe de transição do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, acabando por se tornar o homem forte do governo federal, a ponto de ficar à frente do Ministério da Fazenda e ser cotado para disputar a presidência da República em 2010.

Entretanto, um escândalo envolvendo a quebra do sigilo bancário do caseiro de seu sítio o derrubou do Ministério da Fazenda em 2006. Em 2011 – após cinco anos afastado da administração pública e tendo coordenado a transição de governo na campanha vitoriosa de Dilma Rousseff, ele voltou como ministro da Casa Civil. Mas denúncias de enriquecimento ilícito o derrubaram, de novo, seis meses depois.

Desde então, Palocci não tem dado entrevistas e evita aparições públicas. Ele é médico e vive com a família em Ribeirão Preto.