O senador Paulo Paim (PT-RS) fez na noite desta quarta-feira, 8, no plenário do Senado, uma defesa da Medida Provisória 672, que trata da política de reajuste do salário mínimo e estende a metodologia de correção para os benefícios previdenciários. A matéria está sendo discutida pelos senadores. “O Senado não é conservador. Por isso, vai ficar de lado do trabalhador, do aposentado”, disse o senador petista.

Paim fez uma estimativa em plenário de que o impacto do reajuste das aposentadorias e pensões nas contas do governo, com a aplicação da mesma política do mínimo, seria da ordem de R$ 300 milhões no próximo ano.

Pela proposta, os salários seriam corrigidos pela inflação dos últimos 12 meses mais o PIB de dois anos anteriores. Para 2017, Paim estima que não haveria impacto, pois a economia não deve crescer neste ano. Para 2018 e 2019, se houver crescimento da economia em 2016 e 2017, o reajuste dos benefícios teria um impacto de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões, nas estimativas do senador.