O senador Osmar Dias (PDT) reuniu anteontem à noite um grupo de 25 deputados, para avisar que é pré-candidato na sucessão estadual de 2006. No encontro, realizado no restaurante Chalet Suisse, deputados do PDT, PSDB, PFL, PP, PSL e PSB ouviram o senador dizer que pretende reproduzir o acordo deste ano entre tucanos e pedetistas que resultou na eleição do vice-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) à prefeitura de Curitiba.
Para o deputado Augustinho Zucchi, integrante da executiva do PDT, o projeto de Osmar não estará subordinado, desta vez, aos planos do senador Alvaro Dias (PSDB), que conforme comentários correntes nos meios políticos, pretende também disputar a cadeira ocupada pelo governador Roberto Requião (PMDB). "A candidatura do Álvaro não é impeditiva do projeto do Osmar. Ou seja, a candidatura do Osmar não depende do Álvaro. Não se despreza a liderança do Alvaro. Ele tem todo o nosso respeito. Mas a candidatura dele é uma questão para o PSDB resolver", afirmou Zucchi.
Aliança
O dirigente tucano destacou que o senador Alvaro Dias está filiado a um partido que já demonstrou interesse em fazer uma aliança em torno da candidatura de Osmar. "O Osmar deixou bem claro que este projeto não pertence a ele, mas a vários setores, que vão de políticos a empresários. Ele nos disse no jantar que tem disposição de ser candidato se essa mesma situação de apoio permanecer em 2006", comentou.
Zucchi afirmou que a pré-candidatura de Osmar é um projeto político que amadureceu durante a campanha eleitoral. Na prática, Osmar vem planejando concorrer ao governo desde 2002, quando tentou fazer com que o senador Alvaro Dias cedesse a ele a indicação para a disputa. À época, os dois estavam filiados ao mesmo partido, o PDT.
Campanha
Com projetos eleitorais idênticos, o clima de rivalidade entre o governador Roberto Requião e o senador Osmar Dias vem se acentuando. Ontem, durante a reunião do secretariado, o governador fez críticas à posição do senador pedetista em favor dos produtos transgênicos. Disse que o senador pedetista se comportava como "um agente da Monsanto", a empresa que detém o monopólio das sementes transgênicas. Osmar Dias respondeu que sua posição na polêmica dos transgênicos decorre de uma compreensão técnica e não política do assunto.


