O senador Osmar Dias disse ontem, 6, que nem ele nem o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), têm o direito de impor prazos, um ao outro, para decisões sobre candidaturas à sucessão estadual de 2010.

“Não há como estabelecer prazos”, disse Osmar, que deixou claro o descompasso que existe entre a sua intenção de definir os aliados ainda este ano e a posição do prefeito de Curitiba de não tomar nenhuma decisão antes do próximo ano.

Em entrevista à rádio CBN, o pedetista disse que nunca escondeu de ninguém que mantém conversas com outras forças políticas alternativas ao PSDB, como o PT. “Não há um pré-candidato que não esteja conversando para formar alianças. E o PDT é um partido pequeno que precisa ter companhias nesta caminhada”, afirmou o senador que, anteontem, recebeu o prefeito de Curitiba para uma conversa no seu gabinete, em Brasília.

Diante da posição do PSDB, que não definiu o candidato, e do prefeito, que também não decidiu se concorre ao governo, o senador pedetista afirmou que irá continuar trabalhando na construção do seu plano de governo.

“O PDT tem um candidato definido desde 2006. O PSDB ainda não definiu. Temos calendários. Nós vamos continuar trabalhando no nosso projeto, sem definir agora as alianças”, afirmou.

Sobre a resistência das principais lideranças do PMDB em sentar para conversar com o PDT sobre uma composição em 2010, no Paraná, Osmar disse que está aberto às negociações e que não têm mágoas da campanha eleitoral de 2006, quando enfrentou o governador Roberto Requião (PMDB). Temporariamente, as reuniões que o senador está organizando para debater o seu programa de governo estão canceladas, em razão da gripe A.