Foto: Evandro Monteiro/O Estado

Osmar Dias: "Chega de revanchismo. Haverá respeito".

O senador Osmar Dias (PDT) também está buscando o apoio das lideranças políticas regionais, prefeitos, ex-prefeitos e de primeiras-damas, que também exercem influência sobre os eleitores. A campanha de Osmar anunciou ontem que ele recebeu o apoio de vários prefeitos, vice-prefeitos e vereadores durante uma reunião na noite de segunda-feira, na sede da Associação dos Municípios do sudoeste do Paraná (Amsop) em Francisco Beltrão, na região Sudoeste. Um dos apoios veio do vice-prefeito de Francisco Beltrão, Wilmar Reichenbach, do PDSB que, até decisão em contrário da Justiça Eleitoral, está coligado ao PMDB.

Na lista dos prefeitos relacionados na lista de Osmar estão o prefeito de Pato Branco, Roberto Viganó (PDT), de Salgado Filho, Amarilto Smaniotto (PP), de Bom Jesus do Sul, Paulo Deola (PDT), de Chopinzinho, Vanderlei Custani (PDT), o ex-prefeito de Ampere, Rui Luchini.

Durante o encontro de anteontem, o senador pedetista prometeu valorizar os prefeitos se for eleito governador. "Não haverá constrangimento, nem vou tratar mal os prefeitos durante três anos e meio, nem liberar recursos às vésperas das eleições. Chega de revanchismo. Haverá respeito", afirmou. Osmar disse que entende a posição de cautela que muitos estão adotando agora. "Entendo as dificuldades dos prefeitos e estou seguro de que eles virão comigo", completou o senador.

Prós e contras

O presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Luiz Sorvos, disse que o apoio dos prefeitos não é decisivo numa eleição. Sorvos é filiado ao PDT e cuida da coordenação de prefeitos para Osmar. Segundo ele, mais do que o número, o importante é ter prefeitos com popularidade em alta junto ao palanque do candidato ao governo. "É preciso ter credibilidade para ajudar. Se não tiver, atrapalha. Por isso, acho que a força é relativa", afirmou.

Sorvos observou que, na primeira eleição de Jaime Lerner em 94, ele não tinha a maioria dos prefeitos no seu palanque. E, da mesma forma, em 2002, o governador Roberto Requião também não era o preferido dos prefeitos, comparou. "É por isso que eu acho que essa força é relativa. Porque o prefeito tem uma parte do poder. A outra está com o adversário, que também concorreu com ele. Isso significa que numa cidade sempre tem duas forças. E nem sempre o prefeito é uma unanimidade", avaliou.