Osmar aguarda a posição dos tucanos

O senador Osmar Dias (PDT) deverá ser um dos principais observadores da reunião da executiva estadual do PSDB e dos deputados federais e estaduais tucanos, que vão discutir na segunda-feira se haverá imposição aos membros do partido para que assumam uma linha de oposição ao governo do Estado.

Osmar afirmou ontem que o PDT está buscando uma aliança para 2008 e para 2010, podendo inclusive vir a apoiar a reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB) na prefeitura de Curitiba, mas aguarda as definições dos tucanos no cenário estadual. ?Enquanto o PSDB do Paraná não decidir o que pretende, fica difícil falar em aliança. Temos de pensar numa aliança que seja projetada para 2010?, declarou.

Para que tal aliança possa ocorrer, Osmar entende que o PSDB precisa definir se faz parte do atual poder, ou se vai buscar um projeto alternativo de poder para pôr em prática. Segundo o senador, o PDT está começando uma reestruturação da legenda no Estado, e analisando possíveis alianças para as eleições municipais de 2008 e para a sucessão estadual em 2010.

Embora acredite que não tem o direito de opinar sobre a decisão que outro partido vai adotar, o senador considera que a posição de uma legenda, de se aliar ao governo ou de se opor a ele, deve ocorrer ainda no começo de mandato. ?Se não é oportunismo. Mas todo o partido tem o direito de tomar a decisão que quiser. Aceito que as pessoas tenham uma posição contrária à minha, mas não aceito quando ficam em cima do muro?, declarou. Para o senador, a omissão nessas circunstâncias é imperdoável.

Osmar afirmou que busca aliados para que o apoio mútuo seja integral, não podendo ocorrer episódios como na última eleição, em que alguns partidos ficaram divididos, com uma parte apoiando a candidatura dele e com outra apoiando a reeleição do governador Roberto Requião (PMDB).

Osmar disse também que não pensou em ser o possível candidato para o governo do Estado em 2010. ?Não tenho essa vaidade pessoal. Uma candidatura depende dos partidos e do apoio da sociedade. Não é momento de discutir isso, prefiro aguardar e desempenhar bem minha função até chegar 2010?, disse.

Prefeituras

Segundo o senador, é possível que o PDT venha a apoiar a candidatura de reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa, nas eleições municipais de 2008. ?Temos um bom relacionamento com o prefeito, mas é preciso acertar alguns detalhes?, afirmou. Osmar lembrou que, na campanha de 2006, Beto o apoiou, mas o vice, Luciano Ducci (PSB), ficou do lado de Requião. ?Achamos que Beto está fazendo uma ótima gestão. Podemos pensar numa composição com o PDT?, disse.

O senador afirmou que o partido já tem nomes para disputar algumas das grandes cidades do Estado. ?Em Foz do Iguaçu, o prefeito Paulo Mac Donald deve tentar a reeleição. Em Cascavel, há a possibilidade do deputado Edgar Bueno disputar a prefeitura, mas temos também outros nomes. Em Paranaguá, o prefeito José Baka (Filho), pode ir à reeleição. Em Maringá, convidamos o prefeito Silvio Barros (sem partido) para entrar no PDT, e ele continua convidado. Se vier para o PDT será nosso candidato?, afirmou Osmar, citando alguns dos quadros do partido.

Hoje Osmar inicia em Matinhos, no litoral paranaense, o processo de reuniões em todas as microrregiões do Estado para reestruturação do partido. Ele explica que o PDT quer estar organizado e com lideranças fortes. ?A experiência da campanha eleitoral mostrou que muitos aderiram ao partido, conseguiram se eleger, mas não seguiram a orientação partidária nas eleições para o governo. É preferível termos um partido menor, mas que seja leal. O PDT quer apresentar quadros preparados e eleitoralmente viáveis para as próximas eleições municipais?, disse.

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