Os deputados da oposição estão se mobilizando para tentar angariar apoios da base aliada e derrubar o veto do governo do Estado a um artigo da lei de orçamento em vigor este ano, prevendo o pagamento de reajustes salariais aos servidores públicos, neste mês de junho. A votação do veto à reposição salarial, prevista para a próxima quarta-feira, dia 1.º, será o principal embate em plenário na próxima semana. Em ano pré-eleitoral, os deputados costumam ser mais sensíveis às pressões salariais dos funcionários públicos e a liderança do governo já começa a se articular para preservar a unidade do bloco contra a proposta.

Depois de realizar duas sessões – uma delas extraordinária ontem à tarde – a Assembléia Legislativa suspendeu a sessão de hoje e retoma os trabalhos em plenário apenas na próxima segunda-feira, dia 30, em virtude do feriado de Corpus Christi, celebrado amanhã em todo o País. Na volta, os deputados estão ameaçando derrubar o veto ao artigo da lei, segundo o qual, havendo superávit de caixa, o governo corrigiria, e com aumento linear, os salários de todos os funcionários, incluindo servidores do quadro geral, professores e policiais militares.

Na quarta-feira, dia 1.º, os dirigentes do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais vão fazer uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu pedindo reposição salarial. A pedido do líder da bancada do PT, Tadeu Veneri, os líderes do movimento vão ocupar a tribuna livre para apresentar suas reivindicações. Uma delas é que o governo reconheça o mês de junho como a data-base dos servidores para repor as perdas referentes à inflação dos últimos doze meses.

O veto do governo está na Casa desde o início do ano. Mas somente agora, com a pressão dos servidores e a chegada do mês de junho, é que a Mesa Executiva decidiu colocar a matéria em votação. Na justificativa do veto, o governo argumenta que não há como prever se haverá ou não sobras de recursos. No ano passado, segundo o presidente da Comissão de Orçamento, Marcos Isfer (PPS), o superávit foi de R$ 600 milhões.